Pesquisas indicam que a tecnologia movimentou US$ 200,8 milhões no ano passado, valor que deve saltar para US$ 2,4 bilhões em 2012. No entanto, debate na Interop mostrou que executivos avaliam que solução ainda é pouco conhecida no Brasil e uma adoção maior por parte das empresas deve acontecer somente no futuro.
O potencial das Comunicações Unificadas (UC, na sigla em inglês) é muito grande, assim como o número de aplicações possíveis. Mas, antes que o mercado adote de vez esse modelo, é necessário que se passe algum tempo e sejam superados alguns obstáculos.
“É uma nova era na tecnologia. Os benefícios que podem surgir não têm precedentes. Algumas pessoas, inclusive, comparam UC com a introdução do e-mail no ambiente corporativo”, afirma o consultor de negócios da Prime Solution, Camilo Pereda. Ele participou de um painel na Interop, evento do segmento de Business Technology que acontece em São Paulo, para discutir o assunto.
“Hoje temos diversos meios de comunicação e diferentes plataformas para acessá-los. A UC deve uniformizar tudo isso, agregando recursos como fax, e-mail e voice mail, telefone e videoconferência”, acrescenta, sem, no entanto, arriscar uma estimativa de prazo para que isso aconteça.
O gerente geral da Interop mundial, Lenny Heymann, seguiu a mesma linha de raciocínio. “O futuro é bastante promissor, mas há questões que ainda precisam ser superadas. Uma delas é o desconhecimento dos usuários. Muita gente não sabe o que a UC pode fazer em nome da produtividade. Além disso, a instalação dos sistemas costuma ser complexa. É importante que haja colaboração entre as equipes de redes e de aplicações”, avalia Heymann.
De acordo com ele, pesquisas de mercado indicam que as comunicações unificadas movimentaram US$ 200,8 milhões no ano passado, valor que deve saltar para US$ 2,4 bilhões em 2012.
O country manager da BT (British Telecom) no Brasil, Luiz Sanches, mostrou-se um pouco mais otimista, mas também reconheceu que ainda se trata de futuro, e não de presente. “As tecnologias para UC já existem. O próximo passo é implementá-las, mas não dá para acrescentar novos serviços às plataformas atuais instaladas nas empresas. É preciso criar outras”, considera o executivo.
“Uma vez implementadas, as comunicações unificadas não devem encontrar resistência por parte dos usuários”, aposta Sanches. Ele citou o exemplo da matriz da BT, na Inglaterra, que oferece a usuários residenciais, por meio de um único ponto, acesso a banda larga de até 20 Mbps, telefonia fixa e móvel convergentes e vídeos on demand. “É preciso ir nessa mesma linha, a da inovação, para oferecer serviços atraentes para o mercado corporativo na área de UC”.

