O ano de 2021 ultrapassou o pico de 2016 em valores investidos em martechs, as startups voltadas para soluções de marketing, com US$ 20 milhões investidos no setor nos primeiros dois meses. A quantia foi alcançada quase que inteiramente pelo aporte na de US$ 19 milhões RocketChat. Em 2016, a Pipefy havia recebido um valor de US$16 milhões. Os números são do Inside Martech Report, relatório mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito.
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Houve, no entanto, uma queda no número de deals nos últimos oito anos, mostra o levantamento. Foram apenas três feitos até agora em 2021. Até então, o ano com o menor número de aportes no primeiro bimestre era 2019, com quatro. De 2013 a 2016, foram nove em cada ano.
O cenário aponta para o amadurecimento do mercado no Brasil, isso porque a maior parte dos investimentos estão concentrados em rodadas late stage, ou seja, em empresas em um estágio mais avançado de amadurecimento, segundo o Distrito Dataminer. A expectativa é que, para os próximos anos, esta tendência continue ocorrendo e, com isso, mais rodadas em estágio Series B, Series C e Series D ocorram.
Foram feitas ainda três fusões e aquisições em janeiro e fevereiro: o grupo Nuvini anunciou a aquisição da startup curitibana de automação de marketing digital Leadlovers; a Cortex adquiriu a startup ITB360, especializada na coleta de informações sobre companhias para inteligência de vendas; e a Corebiz adquiriu a Mobfiq, plataforma mobile de aplicativos para e-commerce.
O levantamento também mostra que a maior parte das martechs que surgiram nos últimos tempos são voltadas para o atendimento ao cliente, o que é considerado natural, devido à importância cada vez maior da internet dentro do processo de vendas e a importância da fidelização. Startups com esse foco representam hoje 15% do setor, a maior fatia. Mais de 70% delas foram criadas nos últimos 10 anos.
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