Cloud Computing

Juniper licencia produtos, investe em segurança de borda e gerenciamento de rede

Empresa anunciou nesta quinta-feira (05/11) atualizações de seus produtos. De acordo com o diretor de gestão da região do Caribe e América Latina, Davi Caproni Pinto, entre as atualizações e em vista ao desenvolvimento acelerado da tecnologia, a empresa entrou no conceito de universalização de manutenção e serviços de rede.

Juniper foca no mercado de serviços

Na Juniper, soluções móveis ainda não é o foco principal

 

Uma dessas ações foi o desenvolvimento de um novo formato para a sua plataforma, que se dissolveu em três categorias e foi batizada de Juno Trio: Sistema Operacional; Junos Space; e Pulse. Com o novo serviço operacional, agora é possível gerenciar a rede pela borda, tendo produtos como os switches blade server, fabricados pela norte-americana Blade Network Technologies.

Com a proposta de gerenciamento, a empresa vem realizando testes com a solução SDK em algumas operadoras de banda larga fixa no Brasil. O produto informa às operadoras de que maneira o cliente utiliza a internet e qual o caminho que ele esteja trafegando. Trata-se do modelo web service. Com a informação, as operadoras poderão redirecionar o tráfego para os provedores diretamente, informando o que seus clientes procuram e quais as medidas que possam ser tomadas. “Estamos conversando com os dois lados para que eles saibam como dividir as despesas ao contratar esse serviço e, também, para melhorar o acesso à rede”, informa Caio Pastro Klein, engenheiro de sistemas da Juniper Brasil.

Os investimentos em produtos de segurança de borda está relacionado a uma análise realizada por Caproni Pinto,cujo resultado indica maior preocupação das empresas para esse segmento. “Desde o ano passado o mercado de segurança cresceu 150%”. No entanto, o executivo alega que o lucro ainda é pequeno, se comparado a outros produtos comercializados pela Juniper.

Código aberto
Outro projeto é a solução Space, que transformou a plataforma em código aberto (framework) para se integrar a soluções de outras empresas. “Agora, uma operadora poderá utilizar em sua mesma arquitetura soluções da Juniper e da Cisco, sem ter o problema de se preocupar com a segurança ou aumento dos custos”, avalia Davi.

Um dos motivos na mudança da estrutura das soluções foi a exigência do mercado, principalmente no setor de telecomunicações. “Hoje, as operadoras não se importam apenas em oferecer voz, elas se preocupam em comercializar com qualidade banda larga, seções de acesso e, principalmente, os serviços”, diz Klein.

O executivo também enfatiza que a empresa fará investimentos na estratégia de comercialização dos EDGEs universais em 2010. “Esse projeto está relacionado ao mercado corporativo brasileiro que, nos últimos anos, demonstraram investir mais que as operadoras”.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *