
O leilão do 5G terminou hoje (5/11) e a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) apontou que movimentou R$ 46,7 bilhões. A maior parte do valor será feita em investimentos das vencedoras, sendo que a outorga das frequências ficou em R$ 7,4 bilhões. No entanto, a Anatel esperava que o leilão movimentasse cerca de R$ 49,7 bilhões, mas parte dos lotes não foi arrematada (cerca de 15%).
A Anatel ainda não confirmou quanto do valor de R$ 7,4 bilhões irá para o caixa do governo (Tesouro), pois o edital do leilão afirmava que parte do ágio (valor pago acima do preço inicial de cada lote) deveria ser aplicada em investimentos em telecomunicações. Uma sessão será feita na próxima terça-feira (9/11) para acertar os detalhes.
O ágio do leilão do 5G foi de cerca de R$ 5 bilhões, sendo que o governo tem “garantidos” R$ 2,4 bilhões em seu caixa.
Espectro de 26 GHz
A Anatel deixou para hoje a realização do leilão das faixas de 26 GHz, que também poderá ser usada para o 5G em ofertas de banda larga fixa. Nesta categoria, a agência separou em lotes de abrangência nacional e regional com autorização de uso por 20 ou 10 anos. Aqui, também é obrigatório que as vencedoras levem Internet de qualidade para as escolas públicas.
Quem concorreu nos lotes de abrangência nacional de 20 anos foram apenas a Vivo e a Claro. Esta última ficou com dois lotes, vencendo o lance com propostas de R$ 52,825 milhões em cada um. A Vivo ficou com outros três, pelo preço de R$ 52,824 milhões em cada. As duas operadoras pagaram o mínimo pelos lotes adquiridos, enquanto outros cinco lotes dessa categoria ficaram sem ofertas.
A TIM preferiu apostar nos lotes de abrangência regional com autorização de uso de 20 anos. Ela acabou arrematando o Sul por R$ 8 milhões, o de RJ, ES e MG por R$ 11 milhões e de SP de R$ 12 milhões. A Algar Telecom participou desta mesma categoria e levou cinco lotes correspondentes às regiões do triângulo mineiro e algumas localidades em MS, GO, SP, em um investimento total de R$ 5,34 milhões. Um sexto lote dessa região foi arrematado pela Flylink por R$ 900 mil. Outros 33 lotes regionais não foram comprados.
Nos lotes de abrangência nacional com autorização de uso de 20 anos, a TIM foi a única participante, levando o I6 por R$ 27 milhões. Quatro lotes desta categoria ficaram sem propostas.
A TIM ainda levou alguns regionais com autorização de uso de 10 anos. O lote Sul por R$ 4 milhões, o de RJ, ES e MG por R$ 6 milhões e o do Estado de SP por R$ 6 milhões. A Neko ficou com outra parte do Estado de SP por R$ 8,49 milhões. Outros 29 lotes ficaram sem propostas.
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