Brasil é o latinoamericano com mais demanda e menos disponibilidade de banda, diz estudo.
A Agência Nacional de Telecomunicações não tem aumentado o espectro com a mesma velocidade com que os brasileiros têm usado cada vez mais redes sociais, música e vídeo. Na opinião de John Krzywicki, parceiro da consultoria Analysys Mason, este descompasso gera congestionamento e prejudica a qualidade dos serviços.
Outro ponto interessante apontado pelo profissional é que a América Latina tem países com mais espectro, porém sem tanta demanda quanto o Brasil. “É o caso do Chile”.
Com relação à penetração de nossa banda larga, ela deixa a desejar se comparada a outros países, alguns deles de menor expressividade econômica que o nosso: “Rússia, China, México, Polônia, Arábia Saudita, Grécia e Turquia. A Austrália que é tão grande quanto o Brasil está imvestindo US$ 4,3 bilhões para expandir a banda larga naquele País”.
O executivo também analisa que os brasileiros cada vez mais têm adotado o iPad em detrimento dos laptops, que são mais caros e têm menos performance. “Até 2015 devemos ver maior adoção dos smartphones, coparados aos laptops”.
Para Krzywicki, o Brasil se saiu melhor da crise se comparado a muitos outros, que ainda enfrentam os efeitos da recessão. “Percebemos que quando as telecomunicações crescem, a economia também. A Telecom fomenta ainda a economia”.

