A Ligga Telecom encerrou o terceiro trimestre de 2025 com crescimento em receita e base de clientes, mas ainda registrando prejuízo. A receita líquida somou R$ 156,2 milhões, alta de 4% em relação ao mesmo período de 2024, enquanto o lucro bruto foi de R$ 58,3 milhões, com margem bruta de 37%, ante 51% no ano anterior. O prejuízo líquido no trimestre foi de R$ 9,9 milhões, revertendo o lucro de R$ 6,2 milhões do 3T24.
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O EBITDA ajustado alcançou R$ 87,2 milhões, queda de 19% na comparação anual, refletindo aumento dos custos operacionais e efeitos pontuais ligados à reorganização societária e à incorporação de novas operações. O endividamento bruto totalizou R$ 1,27 bilhão, 7% acima de 2024, e a dívida líquida ficou em R$ 863,7 milhões, alta de 4%.
Em termos operacionais, a empresa atingiu 2,1 milhões de casas passadas (HPs) e 333,7 mil acessos totais, crescimento de 7% em relação ao 3T24. A base de banda larga chegou a 287,3 mil acessos, aumento de 6%, e o take-up rate subiu para 13,6%.
Durante o trimestre, a Ligga concluiu a aquisição de uma carteira de clientes B2B, com adição média de R$ 650 mil em receita mensal, e manteve a expansão do portfólio de serviços digitais. Entre as iniciativas de destaque está o lançamento do Ligga Play, plataforma de TV online que superou 1,4 mil vendas, além do avanço de 46% nas vendas via canais digitais (site, bot e Inside Sales).
A operadora também foi responsável por prover a conectividade da primeira telecirurgia de longa distância do país, garantindo transmissão em tempo real entre Curitiba e São Paulo com ultrabaixa latência, em parceria com instituições de saúde e pesquisa.
No campo ESG, a Ligga ampliou ações de economia circular, inclusão social e incentivo ao esporte, como o projeto de mobiliário urbano feito de cabos reciclados, o apoio ao badminton em escolas públicas e a participação em eventos culturais e de diversidade no Paraná.
A presidente Rosângela Miqueletti destacou que a companhia segue focada em fortalecer sua estratégia de crescimento híbrido – combinando expansão orgânica e aquisições — e em retomar a lucratividade até 2026, com foco em eficiência operacional, integração de sistemas e aumento da rentabilidade.
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