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Linha de crédito do BNDES não atende a demandas dos ISPs

Apesar da insistente repetição da equipe de executivos do BNDES quanto a disposição do Banco de financiar os projetos de expansão de rede dos provedores de serviço de internet (ISP), o diretor da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), Sidnei Batistella, diz que a prática não tem se revelado verdadeira. Em painel organizado pela Furukawa, na Ilha de Comandatuba (BA), ele explica que o Banco não aceita a rede dos ISPs como garantia e exige que os executivos empenhem bens pessoais (carros e imóveis por exemplo), se quiserem o empréstimo.

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O BNDES anunciou em fevereiro deste ano que em três meses, ou seja, em maio/junho, colocaria à disposição dos provedores de serviço de internet (ISPs) uma experiência inédita de atender diretamente os provedores regionais com projetos de financiamento acima de R$ 1 milhão. Até aquele momento o banco atendia diretamente empresas com projetos de financiamento acima de R$ 20 milhões. Todas as demais empresas eram atendidas pelos seus parceiros conveniados, os bancos, nas chamadas operações indiretas.

O anúncio, segundo o diretor da Abrint, ainda não gerou qualquer resultado, principalmente devido à necessidade de as empresas apresentarem garantia. “ISP é um negócio recente. Não pode ser tratado como uma fábrica que tem máquinas, veículos e instalações para apresentar como garantia, e o BNDES não aceita os cabos como contrapartida”, reclama.

A jornalista viajo a Comandatuba à convite da Furukawa

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