O número de novos contratos de locação foi 21,42% menor que o de assinados em maio, e a venda de casas e apartamentos registrou recuo de 8,63% na comparação entre os dois meses.
Vendas e locação tiveram desempenho ruim em junho no Estado de São Paulo. O número de novos contratos de locação foi de 21,42% menor que o de assinados em maio e a venda de casas e apartamentos registrou recuo de 8,63% na comparação entre os dois meses. Os dados foram apurados em pesquisa feita pelo CRECI-SP (Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo) com 1.481 imobiliárias de 37 cidades.
A maioria das empresas – 44,29% – considerou o desempenho de junho igual ao de maio. Outras 29,23% acharam que foi pior e 26,48% acharam melhor. “A estabilidade não é o pior dos resultados, dadas as circunstâncias da economia, mas acreditamos que, havendo maior volume de financiamento, as vendas deverão melhorar no segundo semestre”, avaliou o presidente, do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto.
As imobiliárias consultadas alugaram 2,630 imóveis no período, o que fez o índice de locação estadual recuar de 2,2598 para 1,7758, uma queda de 21,42%. Nas quatro regiões em que a pesquisa divide o Estado, houve queda de 33,78% no número de novas locações no interior; de 24,19% nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco; de 6,01% na capital. No litoral, ao contrário, houve crescimento de 3,46%
Os imóveis mais alugados na Capital (25,82%), no interior (35,23%) e nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco (45,73%) têm a mesma faixa de valor – entre R$ 201,00 e R$ 400,00 mensais. Segundo a pesquisa, no litoral, a faixa preferencial de locação, com 48,31% dos contratos, foi de R$ 401,00 a R$ 600,00. A inadimplência nas imobiliárias consultadas aumentou na capital – 19,21% a mais que em maio – e também no A, B, C, D, Guarulhos e Osasco, com 2,4%. Já no litoral houve redução de 40,26% na comparação com maio. No interior a queda foi de 1,23%.
A pesquisa também mostrou em junho queda de 8,63% nas vendas de casas e apartamentos usados em relação a maio. As 1481 imobiliárias consultadas venderam 987 imóveis, o que fez o índice estadual de vendas recuar de 0,7294 para 0,6664. A queda foi maior na capital, onde chegou a 30,6%, seguida pelo litoral, com 12%, e pelo A, B, C, D, Guarulhos, com 6,57%. A exceção é o interior, que teve um volume de vendas 2,94% maior no período.
Imóveis com valores médios de até R$ 140 mil responderam por metade das vendas na capital (51,19%) em junho. No interior, 50,36% dos negócios fechados foram com imóveis de valor médio de até R$ 100 mil. No litoral, a faixa de até R$ 100 mil respondeu por 57,07% do total vendido, enquanto que nas cidades do A, B, C, D, Guarulhos e Osasco a faixa de até R$ 120 mil concentrou 56,41% das vendas.
Na capital, 48,15% das vendas foram feitas à vista, e 45,68% com financiamento da Caixa Econômica Federal e outros bancos privados e estatais. No interior, foram vendidos à vista 46,34%, e 47,52% com financiamento. Esses percentuais mudam radicalmente no A, B, C, D, Guarulhos e Osasco. Segundo mostrou a pesquisa, 77,52% das vendas contaram com financiamento dos bancos e 15,98% foram à vista. No litoral, ao contrário, as operações à vista representaram 72,04% do total de negócios fechados, e 20,97% os financiamentos bancários.

