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Lojas Marisa caminha para o Pervasive BI

Wagner Oliveira, das Lojas Marisa

Wagner Oliveira, das Lojas Marisa

Entre os planos futuros da rede estão agregar valor à solução de BI por meio da sua associação com as iniciativas de RFID.

As Lojas Marisa, rede de lojas especializadas em moda e moda íntima feminina, é uma das pioneiras a caminhar para a evolução natural do Business Intelligence, o Pervasive BI, que torna a aplicação do BI disponível nos mais variados níveis e etapas dos processos, desde o mais estratégico até a linha de frente, permitindo assim a identificação de novas oportunidades de negócios.

Com um histórico de 12 anos de utilização da solução de Business Intelligence da MicroStrategy, a empresa é um bom exemplo de que a análise detalhada e com qualidade das informações é capaz de alavancar vendas, o que resulta positivamente no negócio da companhia.

“Na época, há 12 anos, era difícil ter informação sobre o negócio, e precisávamos de uma ferramenta que consolidasse as informações em um lugar único para os gestores”, conta Wagner Oliveira, responsável pela área de inovação e suporte ao negócio das Lojas Marisa. Ele explica que antes a análise de informações era feita de forma arcaica, com análise manual. Os dados eram obtidos por telefone, com planilhas, e era necessário mobilizar um departamento de quase 25 pessoas para consolidá-los. Como o mix de negócios da empresa é grande, o trabalho ficava ainda mais complicado.

Hoje, cerca de 250 colaboradores da rede tem acesso às informações geradas pelas ferramentas MicroStrategy. A última área a ter suas informações incorporadas ao BI foi a de telecomunicações. A solução também é utilizada nos departamentos contábil, comercial, prevenção de perdas, financeiro, marketing, logística e no administrativo do cartão Marisa (responsável por outras áreas como cobrança, crédito, fraude e call center).

Graças à ampla aplicação do BI e à integração dos departamentos, informações gerenciais e a gestão de categorias de produtos estão disponíveis e podem ser analisadas pelos usuários de toda a rede. Com base nos indicadores gerados, também é possível programar ações que resultem em aumento direto no volume de vendas.

Esse cenário trouxe para a rede e seus clientes internos mais agilidade na tomada de decisão e um maior conhecimento do negócio e da perfomance de cada uma das áreas, incluindo os mais de 200 pontos-de-venda espalhados pelo território nacional. “O departamento de marketing descobriu, por exemplo, que os clientes de alto valor da empresa, ou seja, os mais rentáveis, demoravam a retornar às lojas depois de grandes investimentos. Com base no perfil de compra de cada um deles, foram elaboradas novas campanhas. A área de marketing define os critérios e o BI automaticamente disponibiliza para os responsáveis as informações necessárias sobre cada uma das pessoas que serão contatadas. Deste modo, de forma descentralizada, cada loja fica responsável por falar com os seus próprios clientes, iniciativa que resultou em um crescimento de retorno às lojas de 15%. Além disso, 83% destes clientes disseram que não teriam voltado à loja se não tivessem recebido as ofertas de acordo com o seu perfil”, conta Oliveira.

O especialista enumera como as maiores vantagens do uso de BI a segurança, a disponibilidade de dados, em qualquer lugar do mundo, em tempo real e o suporte ao negócio, fatores que resultam em maior competitividade para a empresa.
Ele conta que testou várias ferramentas antes de escolher qual solução a rede utilizaria. “Escolhemos a MicroStrategy pensando na arquitetura, já que, se for preciso, podemos mudar de ambiente tecnológico sem grandes traumas, assim como pela escalabilidade e segurança da empresa”, afirma.

Evolução

De acordo com Oliveira, na primeira fase de aplicação do BI, em 1996, o objetivo das Lojas Marisa era obter conhecimento do negócio por meio de dados detalhados. Já entre 2000 e 2001 iniciou-se uma fase de transformação, atualizando a tecnologia e ajustando a perfomance. “Passamos a planejar a capacidade, projetar o volume de dados e treinar os usuários para que houvesse uma discussão dos conceitos dos indicadores de perfomance. A idéia era nortear as decisões e posicionar a companhia à frente da concorrência”, conta o executivo. Já a partir de 2002 até o final de 2007, a aplicação do BI passou a ser mais estratégica. O volume de informações aumentou, novos departamentos foram incorporados e surgiram as iniciativas de análise de clientes, o que resultou em uma melhor gestão dos negócios e uma maior identificação das oportunidades de vendas.

Entre os planos futuros da rede estão agregar valor à solução de BI por meio da sua associação com as iniciativas de RFID (Radio Frequency Identification). “Com esta tecnologia, teremos informações muito mais precisas”, afirma Oliveira. Além de maior eficiência operacional, será possível conhecer as informações detalhadas das várias atividades e processos que ocorrem durante a movimentação de cada um dos produtos. "Será possível saber, por exemplo, quanto tempo um produto ficou na prateleira e quantas vezes determinado artigo foi levado ao provador", completa.

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