A ESET apresenta o ESET Security Report 2021, relatório anual em que analisa o panorama de segurança das empresas latino-americanas com base em pesquisas realizadas com mais de 1000 executivos e representantes de empresas de 17 países da região, que também inclui dados obtidos da telemetria da ESET para melhor compreender a paisagem atual. O relatório destaca quais são as preocupações das empresas, os principais incidentes de segurança sofridos no último ano e quais os principais mecanismos de gestão da segurança que as organizações implementam nos tempos atuais.
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Ao contrário do que aconteceu nas últimas edições do relatório de segurança da ESET, desta vez a infecção por malware, que geralmente ocupava o terceiro lugar entre as três principais preocupações, tornou-se a maior preocupação das organizações (64%).
Um dos grandes desafios das empresas devido à pandemia tem sido o home office. Essa mudança para o virtual ocorreu em um contexto em que os cibercriminosos também tentaram aproveitar essa situação imposta pela situação para comprometer as empresas e obter seu benefício econômico. Por exemplo, a COVID-19 foi usada como isca para todos os tipos de campanhas maliciosas, seja para roubar dados pessoais ou para distribuir malware, bem como para o aumento de ataques direcionados a conexões remotas.
Em 2020, a evolução do ransomware foi demonstrada. Este código malicioso não apenas registrou atividades significativas, mas os grupos de ransomware também evoluíram para uma maior sofisticação e uso de novas técnicas. Essas mudanças estão diretamente relacionadas às preocupações, não apenas pelo fato de o ransomware ser um tipo de malware, mas porque em 2020 muitos grupos passaram a adotar o roubo de informações em sua estratégia – além do uso de outras técnicas.
“60% das organizações latino-americanas têm o roubo de informações como sua principal preocupação e o ransomware vem crescendo em atividade com ataques dirigidos a grandes e pequenas empresas. Além disso, grupos de ransomware têm aproveitado o home office para acessar redes corporativas por meio de conexões remotas e estão exigindo somas cada vez maiores de dinheiro para o resgate de informações. Diante desse cenário, fica claro que o ransomware é uma ameaça preocupante e requer atenção. Acima de tudo, levando em consideração que o percentual de empresas que utilizam soluções para backup de informações é relativamente baixo”, comenta Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório ESET América Latina.
Por outro lado, como mostra o relatório, ameaças bancárias registraram queda no número de detecções no ano passado, mas várias famílias de malwares bancários que comumente visam países latino-americanos foram analisadas e no ano passado expandiram seu espectro geográfico, visando Países europeus (principalmente Espanha) e os Estados Unidos. As campanhas que distribuem cavalos de Troia bancários geralmente são altamente direcionadas a determinados países e, no ano passado, Brasil, México, Chile e Argentina foram os mais visados, enviando principalmente e-mails de phishing.
“A virtualidade forçada pela pandemia alterou a dinâmica de muitos setores produtivos. Algumas indústrias e empresas estavam prontas, mas muitas outras foram forçadas a se aventurar no e-commerce e home office pela primeira vez. Tudo isso acompanhado de uma atividade maliciosa que cresceu e que buscou aproveitar essa transição pela qual muitas organizações passaram. O cenário é complexo e varia de acordo com o setor e o tamanho da empresa, mas exige ações contra um setor do crime cibernético que continua a evoluir e buscar maneiras de aproveitar as oportunidades que se apresentam para obter ganhos financeiros”, conclui Gutierrez.
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