Segurança

Malware aproveita vulnerabilidade em software gratuito para desativar programas de proteção

Hacker in dark neon lit underground HQ coding malware designed to exploit network backdoors, using tools to bypass security measures such as logins and password protections. handheld camera shot

A Kaspersky identificou uma vulnerabilidade no ThrottleStop, ferramenta gratuita usada para controlar o desempenho da CPU de laptops. Ela foi explorada pelos operadores do ransomware MedusaLocker em um ataque recente à uma empresa brasileira. Os criminosos combinaram essa falha com uma nova variante de malware que é capaz de reduzir as defesas do sistema, desligando programas de proteção (EDRs), o que permitiu executar o ransomware, criptografando arquivos e exigindo pagamento para liberá-los.

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A Kaspersky explica que o ThrottleStop é um programa voltado para uso em laptops pessoais e normalmente não é usado por empresas por causa de políticas de cibersegurança mais rígidas. A vulnerabilidade já foi reportada ao fornecedor.

Já o MedusaLocker, descoberto em 2019, é um ransomware que funciona como Ransomware-as-a-Service (RaaS), permitindo que grupos criminosos o modifiquem para atacar empresas de diferentes setores. Segundo a investigação da Kaspersky, a maioria das vítimas do MedusaLocker está no Brasil, na Rússia, na Bielorrússia, no Cazaquistão e na Ucrânia.

Como se proteger

Para mitigar ataques semelhantes, a Kaspersky recomenda que as empresas sigam as seguintes práticas:

  • Usar soluções de segurança que possam monitorar e identificar a presença de drivers vulneráveis conhecidos no sistema operacional.
  • Implementar práticas de hardening para proteger os servidores contra ataques e limitar o acesso remoto apenas para quando necessário.
  • A equipe de TI deve limitar os acessos apenas ao necessário, usar listas de aplicativos confiáveis (whitelists), segmentar a rede em partes seguras e exigir autenticação via múltiplos fatores (MFA) para acesso remoto. Também devem manter sistemas e softwares atualizados, realizar análises de vulnerabilidades, usar ferramentas como IDS/IPS e EDR para detectar ameaças, monitorar atividades e registrar eventos, além de conduzir avaliações de segurança e testes de invasão regularmente para validar as defesas.
  • Adotar serviços que cobrem todo o ciclo de gestão de incidentes – desde a identificação de ameaças até à proteção e ajustes contínuos. Isso ajuda a proteger contra ameaças evasivas, investigar incidentes e obter conhecimentos adicionais, mesmo que a empresa não tenha profissionais de cibersegurança.

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