Relatório aponta que foram detectados mais de 1,2 milhão de ameaças no ano passado.
Após o WannaCry, as atenções com a cibersegurança estão voltadas a ataques do tipo ransomware, mas a Symantec aponta que o malware financeiro é mais perigoso que o sequestro de dados. Segundo seu relatório anual sobre ameaças, o malware apresentasse 2,5 vezes mais relevante, com mais de 1,2 milhão de detecções anuais.
Os ataques a instituições financeiras cresceram no último ano, com 38% das detecções direcionadas a corporações desse tipo ao invés de consumidores. A Symantec aponta que o motivador é o lucro, que é muito maior.
A Symantec viu um grande aumento nas detecções de trojans financeiros em toda a Ásia, com Japão, China, Índia, Filipinas e Vietnã ganhando destaque na lista dos dez países mais afetados. Para a companhia, isso indica que os atacantes estão se expandindo para novos mercados, menos saturados e menos protegidos.
Já na América Latina, o que tem ganhado força é a mudança do servidor DNS, golpe referido também como pharming. Atacantes tem sequestrado servidores DNS completos, como ocorreu com uma instituição financeira brasileira ano passado, quando perdeu a disponibilidade de seu Internet Banking por cinco horas, com atacantes redirecionando os clientes para sites fraudulentos.

