A afirmação é de Reuben Hendell, CEO da MRM Worldwide – uma das cinco maiores agências digitais e de marketing direto do mundo – em visita ao Brasil.
O marketing digital já é uma realidade e não há volta para isso. Apesar de muitas empresas resistirem a investir nessa mídia, os consumidores recorrem à ela, mesmo que para simples pesquisa, antes de realizar muitas de suas compras. A Internet é também um dos veículos mais flexíveis e abrangentes a que se tem acesso. Isso porque, apesar de passarem a maior parte de seu dia conectados à rede mundial de computadores, no trabalho, as pessoas ainda acessam a web por meio de aplicativos móveis, como aparelhos celulares e smartphones, e em suas casas.
A grande sacada para que o marketing sobreviva à era digital, segundo Reuben Hendell, CEO da MRM Worldwide, uma das cinco maiores agências digitais e de marketing direto do mundo, é acompanhar e se antecipar às tendências. “Precisamos ficar atentos não só a como está o mundo hoje, mas principalmente para onde ele vai no futuro”, definiu o executivo.
Os desafios para o marketing na era digital já começam na localização dos consumidores, pois o público deixou de ser passivo e previsível, assumindo uma postura participativa e em constante transformação. “O target está se movendo, e muito. Não há mais o horário nobre na TV, os espectadores querem tudo sob demanda, gravam seus programas, pulam os comerciais. Hoje cada um está em seu próprio mundo, criando seu conteúdo. É preciso encontrar novas e efetivas formas de localizar e impactar o consumidor”, afirma Hendell.
As redes sociais são outro grande fenômeno da Internet, e que exigem um atento monitoramento e participação das empresas, pois atingem a um imenso público. De acordo com a pesquisa Social Media Study, 43 milhões de pessoas criaram perfis em algum site de relacionamento somente nos Estados Unidos. No Brasil o número também é bastante expressivo: 11,4 milhões, à frente de países como Reino Unido (com 11 milhões) e México (5,1 milhões) e logo atrás da Índia (com 11,7 milhões de perfis). A resposta do marketing para essa nova onda, é um modelo diferenciado, que tenta não só persuadir o consumidor a comprar, mas trabalha para que a marca tenha influência em sua vida.
Não se pode ignorar ainda a importância dos sites e mecanismos de busca para a visibilidade e credibilidade de uma empresa, pois essa é a origem da maioria das experiências de consumidores com as marcas na web. Uma forma barata e eficiente de estar na Internet é utilizar as palavras-chave para busca nos mecanismos de busca. “A divisão de investimento utilizada pelas agências e aprovada pelos clientes era 20% do dinheiro destinado à produção da campanha e 80% utilizado na distribuição da peça na mídia. Estamos lutando para que as empresas aceitem inverter esses números, priorizando a idéia, a estratégia, e gastando cada vez menos na veiculação das campanhas”, afirmou o CEO.
Uma das novidades nesse quesito é o Customer Utility, formato que prioriza o contexto, o conteúdo, a favor da marca, para assim atrair, comprometer e fidelizar cada vez mais pessoas. O modelo já tem seguidores, inclusive no Brasil, onde há uma explosão de lojas, eventos e campanhas “experience”, em que o consumidor pode ter um contato diferenciado e mais íntimo com determinadas marcas, como Brastemp, Samsung, Apple, Quatro Rodas. “A idéia central desse formato é que uma campanha deve não só informar sobre o produto ou serviço, mas também entreter, envolver o consumidor, sendo útil a ele de alguma forma e provocando uma experiência inesquecível com a marca.
As declarações de Hendell foram dadas no último dia 15 de outubro, quando o CEO esteve no Brasil para divulgar o reposicionamento estratégico da agência Sun/MRM, subsidiária brasileira da MRM Wordwide, que em 2008 resolveu investir pesado para se tornar referência também em marketing digital, à exemplo de sua sede. Foram investidos mais de 1 milhão de dólares em instalações e equipamentos e na contratação de 46 novos funcionários. “A missão da Sun/MRM é ser um parceiro indispensável para o cliente, ajudando-o a idealizar, criar, desenvolver e mensurar programas e plataformas dirigidas que conectem, convertam e retenham consumidores e decisores de negócios no mundo digital”, explica Flávio Salles, presidente da empresa no Brasil.
Como reflexo das ações, a receita da empresa cresceu mais de 60% e dois novos clientes foram incorporados à sua carteira: SulAmérica/ING e Time For Fun. E a expectativa da empresa é que a boa fase continue no próximo ano. “Acreditamos em um crescimento de 30% em 2009, bem acima da rede como um todo”, comenta Salles.
Hendell faz coro à previsão de escalada, sinalizando o peso do mercado brasileiro para a agência: “O escritório local da MRM está entre os 10 mais importantes do grupo em todo o mundo e esperamos ter, cada vez mais, sua participação”.
Fundada no Brasil em 1997 por Salles e seu sócio, Henrique Leal, vice-presidente e diretor de planejamento da empresa, a Sun/MRM foi incorporada, já no ano seguinte à sua criação, pela MRM Wordwide, integrante do McCann Wordgroup e uma das cinco maiores agências digitais e de marketing direto do mundo, com 62 escritórios espalhados por 40 países.
Especializada em marketing direto, de relacionamento e CRM, a Sun/MRM conta com 18 clientes fixos e já conquistou vários prêmios, tendo conseguido a melhor atuação em marketing direto entre as agências brasileiras no Festival de Cannes de 2008.

