Museu recebeu doação avaliada em mais de R$ 1 milhão da LG Security System. Apesar de ainda não estar utilizando câmeras IP, projeto foi preparado para a tecnologia, que pode ser incluída quando for considerada necessária.
Durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira a superintendência do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) anunciou a parceria com a LG Security System, empresa que foi responsável pela instalação de 96 câmeras de monitoramento e sete monitores de alta definição. A implementação de todo o sistema teve o apoio da Cia Integradora e do Grupo Policom, que ficou com o trabalho de fazer todo o cabeamento necessário no local. Segundo a LG Security System, esse sistema de segurança é o mais avançado do mundo. "Nem mesmo o Museu do Louvre, na França, possui sistemas tão avançados", disse José Guilherme Machado, gerente comercial da LG Security System.
O museu recebeu doação avaliada em R$ 1,5 milhão das três empresas, entre equipamentos, análises de implantação e infra-estrutura. As câmeras instaladas no interior do museu são capazes de girar 360° rapidamente, e possuem zoom que pode alcançar de até 444 vezes. O sistema cobre 100% de todas as áreas do museu. "Uma câmera posicionada no teto do vão livre do MASP possibilita à equipe de monitoramente conseguir detalhar até rostos, mesmo que estejam do outro lado da Avenida Paulista", disse Túlio Monteiro, engenheiro da LG Security System. Ele disse que as câmeras podem ser cabeadas para funcionar com tecnologia IP, porém, por enquanto, isso não vai acontecer. "Segundo os estudos que fizemos, isso ainda não será necessário. Mas se quisermos, podemos implementar, sem maiores problemas", explicou.
Uma das novidades no museu é a "câmera que fala". Caso um visitante se aproxime demais ou ultrapasse uma área pré-determinada, a câmera solta uma mensagem de voz, informando que naquele local o tráfego não é permitido. "É até uma forma de educar os visitantes, pois as obras sofrem danos e avarias com os mais simples contatos, são muito sensíveis’", comentou Fernando Pinho, superintendente do MASP. Para que tudo isso funcione perfeitamente, a Cia Integradora, empresa do grupo LG, realizou uma análise de todas as necessidades e possibilidades da implantação. "Isso é de extrema importância para o Museu. Temos aqui bens da humanidade, que devem ser protegidos de quaisquer ameaças", disse o Prof. Teixeira Coelho, curador do Masp.
O projeto conta ainda com o Centro de Monitoramento de Museus (CEMAM), idealizado pelas três empresas participantes. O Grupo Policom forneceu 64 transmissores. Um software desenvolvido especificamente para o sistemas faz o controle de detecção de movimento para as câmeras, acionando o alarme caso qualquer invasão em áreas privadas ocorra, ou algum equipamento tente ser desligado ou danificado.
O MASP e a LG Security System vinham arquitetando o projeto há, aproximadamente, um ano. Em dezembro do ano passado, um grupo de bandidos roubou peças importantes do museu, posteriormente recuperadas pela polícia. Na ocasião, o sistema de segurança identificou a ação, mas os alarmes não foram acionados.

