Aumento é o maior desde março de 2014. A categoria Revestimentos contribuiu decisivamente para o resultado.
Em abril, os preços dos materiais de construção na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), calculado por meio do índice INCC/SINAPI, do IBGE, avançou em 1,17%. O desempenho deste último mês reverte o processo deflacionário de março e, em relação ao mesmo período de 2014, é 0,91 ponto percentual superior. Foi o maior crescimento dos preços no setor da RMSP desde março de 2014, quando a evolução dos preços atingiu 1,4%.
Considerando o acumulado de 2015, de janeiro a abril, o índice que mede a variação de preços do setor da Construção Civil está em 1,84%. No primeiro quadrimestre do ano anterior o acumulado alcançou 1,99%. No desempenho nacional, o custo com materiais de construção avançou 0,43% em abril e 0,99% nos primeiros quatro meses do ano. O custo nacional de materiais de construção por metro quadrado encerrou abril em R$502,33 e no estado de São Paulo em R$503, 57.
O índice estratificado pelas grandes regiões brasileiras explicita que os maiores aumentos percentuais em 2015 foram registrados no Sul (2,08%) e Norte (1,57%). Por outro lado, a região Nordeste é aquela que sustenta menor avanço do custo de materiais de construção por metro quadrado: +0,4%.
Analisando os subitens do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) /IBGE, medidor oficial da inflação brasileira, observa-se que neste ano o revestimento de piso e parede e o cimento puxaram para cima os índices de São Paulo e Brasil
Para o presidente do Sincomavi, Reinaldo Pedro Correa, “mesmo com acumulado inferior ao registrado em 2014, a inflação dos materiais de construção em São Paulo, baseado no portentoso aumento de 1,17% em abril, já se mostra em trajetória preocupante”. Em verdade, tal avanço não descola dos últimos resultados dos principais índices de preços do País. Como exemplo, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) atingiu no último mês de março seu maior valor dos últimos vinte anos e acumula em 12 meses percentual superior aos 8% ao ano.

