Malwares direcionados a dispositivos móveis aumentou 46%.
O relatório Q4 2010 McAfee Threats Report revela que o número de novos malwares direcionados a dispositivos móveis aumentou 46% em comparação com 2009. O relatório aponta cerca de 20 milhões de novos malwares em 2010, o equivalente a 55 mil novas ameaças todos os dias; destas, 36% criadas no ano passado. Entretanto, 80% do tráfego total de e-mails foram compostos por spams no quarto trimestre do ano passado, uma das menores taxas registradas para spams nos últimos anos.
De acordo com vice-presidente sênior do McAfee Labs, Vincent Weafer, a análise demonstra que os cibercriminosos têm mantido a atenção no que é popular e no que terá o máximo de impacto com o mínimo de esforço. "Também observamos uma correlação direta entre a popularidade de dispositivos e a atividade cibercriminosa, uma tendência que provavelmente crescerá em 2011".
Aumento das ameaças a dispositivos móveis e infecção por botnets
Os cibercriminosos estão atentos ao número cada vez maior de consumidores que usam dispositivos móveis e tablets em sua rotina diária e no trabalho. Nos últimos anos, o McAfee Labs tem observado um crescimento estável no número de ameaças a dispositivos móveis e de dezembro para cá, as ameaças registradas foram SymbOS/Zitmo, Android/Geinimi e SymbOS/Zitmo.
Os criadores do botnet Zeus desenvolveram a versão antiga de um conjunto de spyware (programa automático de computador, que recolhe informações sobre o usuário). Já o Android/Geinimi, uma das principais ameaças, identificada no último trimestre, é um cavalo de Troia que, uma vez instalado, permite o acesso de desconhecidos ao computador infectado.
Com a adoção das recentes plataformas móveis, além da falta de conhecimento sobre segurança e proteção das mesmas, o McAfee Labs estima que os cibercriminosos usem botnet para atacar estes dispositivos. No quarto trimestre de 2010, o Cutwail deixou de ser o líder global em atividade de botnet. O Rustock prevaleceu em diversas partes do mundo, com o Bobax logo atrás.
Os ataques de malware se mantém e a influência da proliferação de dispositivos portáteis e ativados por IP nesse crescimento ainda deve ser analisada. As principais ameaças provenientes de malware, no último trimestre, foram bem diferentes em diversas regiões, especialmente devido estas ameaças coincidirem com o tipo de usuários, hábitos e eventos específicos de cada região.

