
Três articulistas da McKinsey acabam de publicar um artigo que explica como as companhias podem fazer mais com a área de TI que possuem. Segundo Oliver Bossert, Martin Harrysson, e Roger Roberts, as empresas que nasceram digitais já estabeleceram bons padrões para entrega de experiência ao usuário final, ou seja, provendo informações para que eles possam encontrar rapidamente o que querem e, se for o caso, comprar em um ambiente seguro e com agilidade.
O segredo dessas companhias, na avaliação deles, é que elas colocaram o aprendizado em ação, elas adotam modelos organizacionais em que os gerentes de produtos são estimulados a testar e implementar mudanças rápidas que aumentam o chamado engajamento. Consequentemente, há um incremento nas chances de os clientes comprarem e voltarem para comprar mais.
“Companhias como Amazon, Facebook e Google controlam ativamente os cronogramas de suas equipes de infraestrutura de TI e alinham suas tecnologias e sistemas de produção aos objetivos de negócios”, explicam os especialistas no artigo “Organizing for digital acceleration: Making a two-speed IT operating model work”.
Na avaliação do trio da McKinsey, as empresas citadas pensam diferente a respeito de como ele devem ser organizados em todos os níveis. Entre as ações, eles estimulam seus gerentes de produtos a pensar mais nas experiências digitais do que exatamente nos componentes ou aplicações. Eles devem pensar o pacote todo e não somente, por exemplo, a etapa de pagamento.
O modelo descrito para quem nasceu digital pode e deve ser estimulado para outras indústrias, de acordo com os especialistas. Para eles, a dica é adotar uma estrutura de TI com duas velocidades: uma que separe o gerenciamento dos sistemas centrados em clientes do gerenciamento das transações do back end e outra que direcione a necessidade de contabilização, ou seja, que permita que os gerentes incorporem feedbacks aos esforços de desenvolvimento de produtos.

