A Autoridade Nacional de Proteção de dados (ANPD) e outros órgãos de proteção do consumidor estão focados na investigação da origem do megavazamento de dados, identificado pela PSafe no dia 19 de janeiro. O que não se tem abordado, no entanto, é como o consumidor deve agir caso tenha os seus dados efetivamente utilizados por terceiros.
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Estão expostas informações de 37 bases de dados que abarcam nome, endereço, foto, score de crédito, renda, situação na Receita Federal e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Parte dos dados, como nome e CPF, foi publicada na internet gratuitamente.
Em entrevista nesta quinta-feira, 28/01, à CNN Brasil, Marco DeMello, presidente executivo da Psafe, afirmou que cabe às autoridades tomarem uma postura oficial e recomendar aos brasileiros como reagir ao vazamento.
“O que as autoridades precisam fazer é tomar uma posição pública sobre como o indivíduo brasileiro pode reagir caso perceba alguma comunicação ou ação suspeita no seu banco, com seus imóveis, ou automóveis, email ou alguma dívida. Isso pode vir acontecer”, disse.
“Os criminosos estão comprando esses dados, que estão sendo comercializados, e, com isso, podem assumir a identidade das vítimas e efetivamente cometer crimes no meu nome ou no seu nome”, explicou.
Ao solicitar que a ANPD investigue o megavazamento, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) alerta sobre a necessidade de um plano de contingência, com as medidas que precisam ser tomadas para reduzir os riscos para as pessoas cujas informações foram vazadas ou colocadas à venda.
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