Negócios

Mercado de impressoras inicia ciclo de retomada com crescimento no 1T23

Estudo da IDC Brasil revela retomada do mercado de impressoras no primeiro trimestre de 2023 com aumento de 20% nas receitas 

O mercado brasileiro de impressoras encerrou o primeiro trimestre de 2023 em alta, sinalizando uma retomada do segmento, afirma a IDC Brasil. Entre janeiro e março, o setor apresentou faturamento de R$ 820 milhões, cerca de 20% a mais do que no mesmo período do ano passado. O resultado foi estimulado, principalmente, pela normalização dos estoques do varejo e aquecimento no segmento corporativo.

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Em termos de volume, foram vendidas mais de 609 mil unidades, um aumento significativo de 26% na mesma comparação. Segundo a IDC Brasil, os números refletem o reabastecimento das varejistas, especialmente em relação às marcas mais vendidas. A consultoria defende que é um movimento natural tendo em vista que o mercado tinha uma demanda reprimida no segundo semestre de 2022. 

De acordo com o estudo da IDC Brasil, nos três primeiros meses de 2023 foram comercializados cerca de 609 mil equipamentos, sendo 498 mil impressoras jato de tinta, 110 mil a laser e 1 mil matriciais. Deste total, 544 mil são modelos multifuncionais. Em termos percentuais, todas as categorias tiveram um crescimento expressivo quando comparados ao primeiro trimestre de 2022, sendo: 28% entre as impressoras jato de tinta, 14% para os modelos a laser e 65% nas matriciais. 

Mercado corporativo 

Em relação à opção pelo tipo de impressora, o mercado corporativo foi determinante para o resultado. O aumento da busca por modelos jato de tinta está relacionado ao crescimento de pequenos negócios, como empresas com um número pequeno de funcionários e que não necessitam de equipamentos tão robustos como os a laser. Sendo assim, o fator preço também foi determinante para a definição desse cenário de unidades comercializadas. 

O mercado corporativo consumiu 221 mil impressoras no primeiro trimestre de 2023, cerca de 20% a mais do que no ano anterior, gerando receitas de R$ 424 milhões. Já o varejo adquiriu 288 mil unidades, um aumento de 30% em relação a 2022, resultando em uma receita total de R$ 396 milhões. 

Projeção para o final do ano 

Frente aos resultados do primeiro trimestre e à normalização da disponibilidade de produtos, a IDC Brasil projeta que o mercado volte a ter números similares aos do período pré-pandemia. 

A consultoria já avalia, no entanto, que o bom desempenho no início do ano, deve afetar os resultados do segundo trimestre. Ou seja, as vendas devem ser menores em comparação com o trimestre anterior. 

Por outro lado, a transformação digital está pressionando as empresas a substituírem os equipamentos obsoletos na base instalada, o que indica que 2023 será um ano de crescimento no recorte empresarial, aposta a consultoria. 

 

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