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Mercado de nuvem tem espaço para crescimento sem concorrência predatória, diz diretor do Google Cloud

Da esquerda para direita, João Bolonha, diretor do Google Cloud para o Brasil, e Eduardo Lopez, presidente do Google Cloud para América Latina (foto: divulgação Google Cloud).

A nuvem já virou realidade no Brasil, na visão do diretor do Google Cloud para o País, João Bolonha. Citando pesquisas de mercado, ele coloca as empresas brasileiras acompanhando a velocidade de nações desenvolvidas, como o Reino Unido, e atrás somente dos Estados Unidos – um mercado fora da curva. No Brasil, ainda há bastante espaço para crescimento sem precisar disputar clientes com outros provedores de nuvem, afirma Bolonha.

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“Quase 90% das empresas tem como padrão utilizar a nuvem para novas iniciativas de tecnologia, mas o legado não se move”, afirmou o executivo durante a terceira edição do Cloud Summit, evento do Google Cloud realizado ontem e hoje (9 e 10/10). Bolonha indica que há uma boa fatia do mercado que não investiu ainda na nuvem e esse é o foco da companhia no País. “A competição está em alguns setores mais maduros (na nuvem), como o varejo. No geral, tem muito espaço.”

Para aumentar seu mercado, o plano do Google é triplicar seu número de pessoas até 2020, na comparação com o ano em que entrou no Brasil, em 2017. Bolonha não revela quantos colaboradores o Google Cloud já tem, mas afirma que boa parte das novas contratações focarão na equipe comercial.

Outra iniciativa são as soluções. No evento, o Google Cloud apresentou as novidades em ofertas de nuvens em sua palestra principal. Destaca-se a aplicabilidade do uso da nuvem para desenvolver as mais variadas plataformas, confira:

Anthos: Solução aberta que permite criar e gerenciar aplicativos híbridos em infraestrutura local ou na nuvem pública. O Anthos ajuda a acelerar o desenvolvimento do aplicativo em contêineres.

Cloud Run: Plataforma que roda contêineres sem servidor e permite que os desenvolvedores foquem em escrever código em vez de se preocuparem com a infraestrutura onde as aplicações vão rodar. O Cloud Run também permite que os clientes usem infraestrutura própria combinada com nuvens de diferentes fornecedores.

BigQuery: Ferramenta de data analytics do Google Cloud. O BigQuery é um armazenamento de dados na nuvem, sem servidor, escalonável, com ferramenta de business intelligence (BI) na memória e machine learning integrado.

AutoML Tables: Com o AutoML Tables, é possível criar e implementar modelos de machine learning em dados estruturados de forma rápida, automática e escalável. A plataforma aproveita os dados para executar tarefas como gerenciamento da cadeia de suprimentos, detecção de fraudes, otimização de conversão de leads e aumento do valor de vida útil do cliente.

Cloud Data Fusion: Serviço de integração de dados nativo da nuvem totalmente gerenciado, ajuda os usuários a criarem e gerenciarem pipelines de dados ETL/ELT. Conta com biblioteca de código aberto e conectores pré-configurados.

Ainda segundo Bolonha, o Brasil é rápido na adoção da nuvem por causa de seu número de empresas e desenvolvedores. O trabalho, no caso, é se aproximar dos próprios desenvolvedores através de eventos, presenciais ou online, com destaques aqueles que oferecem capacitação. Nas empresas, a estratégia é atacar verticais através da especialização da equipe comercial e dos canais de venda, focando nos problemas de cada setor.

 

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