O mercado mundial de computadores voltou a registrar retração no segundo trimestre de 2026. De acordo com a Omdia, os embarques globais de desktops, notebooks e estações de trabalho caíram 3,6% em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 65,7 milhões de unidades. O desempenho confirma o cenário de desaceleração provocado pela crescente pressão na cadeia de suprimentos e pelo aumento dos custos dos componentes.
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Os notebooks foram os mais afetados, com queda anual de 4,2%, somando 51,7 milhões de unidades. Já os desktops, incluindo estações de trabalho, recuaram 1,3%, alcançando 13,9 milhões de equipamentos enviados ao mercado.
Segundo a consultoria, a principal pressão vem da escassez de memória DRAM e NAND, cuja produção continua sendo direcionada para aplicações de inteligência artificial em data centers. O movimento elevou significativamente os custos de fabricação de PCs, reduzindo as margens dos fabricantes e limitando a oferta de equipamentos, especialmente nos segmentos de entrada.
A retração ocorre após um primeiro trimestre positivo, quando o mercado havia crescido impulsionado pela renovação do parque instalado para o Windows 11. No entanto, esse ciclo perdeu força, enquanto o aumento dos preços dos componentes passou a impactar diretamente a produção e a demanda.
A Omdia avalia que o setor continuará enfrentando um ambiente desafiador ao longo de 2026. A expectativa é que a oferta limitada de memória e armazenamento permaneça pressionando os preços, uma vez que fabricantes de semicondutores seguem priorizando produtos de maior valor agregado destinados à infraestrutura de IA, reduzindo a disponibilidade para o mercado de PC.

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