Análise Setorial

Mercado de rastreamento de veículos e gestão de frotas cresce

Do total de 1,94 milhão de dispositivos instalados, 65% estão em veículos leves e 35% em veículo pesados. 

Em 2012, o mercado brasileiro de rastreamento de veículos e gestão de frotas movimentou R$ 1,5 bilhão e atingiu a marca de 1,94 milhão de dispositivos em operação na frota nacional. Os dados são do mais recente estudo da IDC, empresa de Inteligência de Mercado e serviços de consultoria para as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Ainda de acordo com o estudo, 39% das empresas que já contratam soluções de rastreamento  pretendem aumentar esse investimento em 2014. “Os principais motivos para a contratação são o crescente número de roubos de cargas e de veículos, o controle sobre as horas trabalhadas pelos motoristas, a redução de custos e a busca por mais eficiência no controle de rotas”, afirma o analista da IDC, Samuel Carvalho. Ele explica que os mercados que mais investem neste tipo de tecnologia são o de gestão de frotas, o varejo, as seguradoras e, por último, um mercado relativamente novo, o de iscas eletrônicas que movimentou R$ 64 milhões, em 2012, e deve manter uma taxa de crescimento próxima de 30% nos próximos anos.

Do total de 1,94 milhão de dispositivos instalados, 65% estão em veículos leves e 35% em veículo pesados.

O estudo identificou também os principais critérios de escolha adotados pelos usuários para adquirir uma solução de rastreamento. “É importante estar atento à qualidade do rastreador, à eficiência na busca após um roubo, à rede de assistência técnica e, para as frotas corporativas, a qualidade do portal de acesso das informações é fundamental”, recomenda o analista da IDC.

Entre 2013 e 2017, a IDC projeta um crescimento de 14% nas vendas e um incremento nas receitas de 11,6% ao ano, no mercado de rastreamento de veículos e gestão de frotas. Vale destacar que essa projeção não  considera a Resolução 245 do Contran, de 2007, que dispõe sobre a instalação de equipamentos antifurto nos veículos novos saídos de fábrica, nacionais ou importados, e ainda não está vigorando. “O mercado está pessimista com relação à entrada em vigor da lei, mas existe uma demanda crescente pelos dispositivos”, finaliza Carvalho.

 

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