No quarto encontro IPNews, representantes de empresas que oferecem voz sobre IP comentaram o desenvolvimento do serviço no Brasil.
No quarto Encontro IPNews, fornecedores de produtos e representantes de prestadoras VoIP comentaram como o serviço já é adotado no Brasil e quais as possíveis mudanças futuras, principalmente em cidades pouco atendidas.Presentes no evento, Rafael Guizzo da Digistar; Paulo Dummer, da Dialogic; Luciano Menezes, da Tesa Telecom; e Leandro Biava, da Astra Telecom, iniciaram debate falando dos eventos esportivos que o Brasil sediará e no que isso influencia para o serviço VoIP.
Segundo Paulo Dummer, o Brasil é um país emergente e, sendo assim, é necessário criar algumas aplicações para os usuários, além de melhorar as redes que ainda não estão 100% integradas.
Já Luciano Menezes comentou que é necessário uma infraestrutura grande, robusta e que seja convergente no serviço IP, seja para as operadoras fixas ou moveis. “Acredito que haja um grande investimento por parte das prestadoras, pois a demanda por infra cresceu muito. Atualmente há novecentas empresas SCM regulamentadas pela Anatel e outras duas mil já em processo”, ressaltou ele.
Sobre o aumento do uso do serviço, devido ao anúncio do PNBL (Plano Nacional de Banda Larga) e à massificação da internet no país, Rafael Guizzo indicou que o plano não será impulsionador do VoIP. “São velocidades pequenas e a qualidade de rede nesses locais não será 100%”, ressaltou.
O executivo apontou que, em realidade, o que movimenta o mercado VoIP é a expansão do agronegócio, que está interiorizando o setor de telecomunicações.
“Nenhuma operadora se desloca de São Paulo para Goiânia, por exemplo, sem perspectiva de ganho. Todo o dinheiro gerado pelo agronegócio acaba ressaltando o desenvolvimento de Goiânia, pois o interior do Estado ainda é muito carente”, explicou.
Quanto à adoção do serviço ainda estar em desenvolvimento no Brasil, Guizzo ressaltou que já há uma evolução, pois quando um cliente encontra necessidade de reduzir custos da empresa, acaba buscando tecnologias suplementadas. “Hoje há redes híbridas e em pacotes, o que facilita a escolha do cliente”, disse.
Ele contou que ainda há uma resistência por parte de empresas, pois o mercado de VoIP no Brasil foi iniciado por empresas que não prestavam serviço adequado, o que criou a “má fama” do sistema entre os clientes. No entanto ele explicou que a idéia da tecnologia ainda é a mesma e a opinião das pessoas vem mudando gradativamente graças às prestadoras de serviços atuais, como as citadas no evento.

