Com todos os trabalhos, aulas e eventos transferidos para o mundo digital por conta da quarentena, agências especializadas em soluções tecnológicas estão impulsionando o crescimento de modelos de negócios voltados para esta área e buscando soluções inovadoras de impacto em diferentes setores.
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Soma-se a isso a regulamentação dos governos, que estão mais rígidos sobre privacidade de dados coletados por dispositivos, o que deve impulsionar ainda mais o mercado. Em consequência, a necessidade da segurança da chamada Internet das Coisas (IoT na sigla em inglês, Internet of Things). De forma simplificada, Internet das Coisas é o jeito que objetos inteligentes se comunicam entre si, como, por exemplo, uma lâmpada ativada por comando de voz.
A transação de informações em tempo real está gerando maior necessidade de proteção para os usuários com o uso cada vez maior desses eletrônicos, que se comunicam sem a necessidade de cabos e de internet como 4G e 5G e aumentam o risco de ataques cibernéticos.
Aproveitando o cenário, os criminosos aproveitaram para aplicar golpes e roubar dados. O phishing, que consiste em um site fraudulento que rouba dados do usuário, teve crescimento de 99,2% em 2020, em comparação com 2019. No ano passado, 45,2% de cartões de crédito e débito foram expostos no Brasil, sendo o país com o maior número atingido.
Oferecer opções aos consumidores para coletar os dados necessários e aumentar a privacidade do usuário são também fatores que impulsionam o mercado digital. Com a migração não planejada das empresas para o meio digital, os empreendedores estão investindo na segurança de suas plataformas de vendas, para sua própria segurança e de seus clientes.
Segundo um estudo publicado pela Deloitte, empresa de consultoria e auditoria empresarial, os investimentos em cibersegurança aumentaram em 21% em 2020 e o número deve ser maior neste ano. Cerca de 45% de microempresas investiram na segurança digital de seus negócios, e 80% das empresas com mais de 10 funcionários também implementaram mais recursos na área.
Como reflexo do aumento da demanda, no Brasil, alguns dos principais cargos requeridos da área de TI são soluções em nuvem, inteligência de segurança, análise e desenvolvimento de sistemas, análise de dados e análise financeira e de risco. Os números chamam atenção, em contraste com o aumento do número de desempregados no país.
De acordo com a Catho, houve um aumento de 600% do número de vagas divulgadas para a área de TI na plataforma. Complementando o dado, a Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (ABRAT) revelou que até 2024, haverá um déficit de 260 mil profissionais na área. Por isso, se torna uma área atrativa não só pela oferta de vagas, mas também pela média salarial.
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