Data Center

Mercado global de data centers deve atingir US$ 699 bi até 2034

A expansão da Inteligência Artificial (IA), da computação em nuvem e das aplicações baseadas em grandes volumes de dados deverá manter o mercado global de data centers em forte ritmo de crescimento ao longo da próxima década. Segundo estudo da Fortune Business Insights, o setor movimentará US$ 699,13 bilhões em 2034, ante US$ 269,79 bilhões em 2025, o que representa uma taxa média de crescimento anual (CAGR) de 11,1% entre 2026 e 2034.

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De acordo com a consultoria, a crescente adoção de modelos de IA generativa, analytics, internet das coisas (IoT) e serviços em nuvem está elevando a demanda por capacidade de processamento, armazenamento e conectividade. Como consequência, empresas e provedores de nuvem aceleram investimentos na construção de novos data centers e na modernização das instalações existentes.

A Fortune Business Insights destaca que os modelos de linguagem de grande porte (LLMs) exigem infraestrutura computacional muito mais robusta que aplicações tradicionais, tanto para treinamento quanto para inferência. Isso impulsiona a demanda por servidores de alto desempenho, GPUs, sistemas avançados de armazenamento, redes de alta velocidade e soluções de refrigeração mais eficientes.

Outro fator apontado pelo estudo é a expansão dos provedores de hiperescala (hyperscalers), que continuam ampliando sua capacidade para atender ao crescimento dos serviços digitais e das cargas de trabalho baseadas em IA.

América do Norte mantém liderança

A América do Norte permanece como o maior mercado mundial de data centers. Em 2025, a região respondeu por 38,5% da receita global, equivalente a US$ 103,87 bilhões, impulsionada pelos investimentos dos grandes provedores de nuvem e pela rápida adoção da Inteligência Artificial.

Já a região Ásia-Pacífico deverá apresentar o crescimento mais acelerado durante o período analisado, impulsionada pela digitalização das economias, expansão dos serviços em nuvem e construção de novos data centers em países como China, Índia e Japão. A Europa também mantém trajetória consistente de expansão, apoiada na modernização da infraestrutura digital e em projetos voltados à eficiência energética.

Entre os segmentos analisados, os data centers de colocation devem responder pela maior participação de mercado, enquanto os investimentos em hardware continuarão representando mais da metade das receitas do setor.

Brasil ganha espaço na América Latina

O levantamento da Fortune Business Insights não apresenta dados específicos para a América Latina. No entanto, outros estudos apontam que a região vive um ciclo acelerado de expansão da infraestrutura digital.

Segundo a Arizton Research, os investimentos em data centers na América Latina deverão crescer de US$ 7,16 bilhões em 2024 para US$ 14,3 bilhões até 2030, com taxa média anual de 12,2%, impulsionados principalmente pela expansão da computação em nuvem, da Inteligência Artificial e das aplicações de edge computing.

Já o estudo Capturing the Data Center Opportunity in Latin America and the Caribbean, publicado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em outubro de 2025, identifica São Paulo como o principal hub latino-americano de data centers. O relatório destaca que o Brasil reúne vantagens competitivas importantes, como matriz elétrica predominantemente renovável, ampla conectividade, mercado consumidor de grande porte e disponibilidade de energia limpa, fatores considerados decisivos para atrair novos investimentos em infraestrutura digital.

O BID ressalta, entretanto, que o avanço do setor dependerá de políticas públicas capazes de ampliar a oferta de energia, acelerar o licenciamento de novos empreendimentos e fortalecer a infraestrutura de conectividade, além de criar um ambiente regulatório favorável para projetos de grande porte.

Infraestrutura para a economia da IA

Para a Fortune Business Insights, os data centers deixaram de ser apenas instalações destinadas ao armazenamento de dados e passaram a ocupar papel estratégico na economia digital. A crescente adoção da IA exige ambientes capazes de suportar cargas computacionais cada vez mais intensivas, tornando infraestrutura, energia e conectividade fatores determinantes para a competitividade dos países.

Nesse contexto, a disputa por investimentos em data centers tende a se intensificar nos próximos anos. Governos de diversas regiões vêm adotando incentivos para atrair projetos de infraestrutura digital, considerados essenciais para o desenvolvimento da Inteligência Artificial, da computação em nuvem e dos serviços digitais de próxima geração.

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