e-Business

Mercado Livre lança ferramenta para criação de lojas virtuais

Mercado Shops é focada para atender micro e pequenas empresas sem precisar de investimentos significativos.

O Mercado Livre anunciou hoje (11) uma nova ferramenta, que permite a criação de lojas virtuais para vender produtos e serviços. Intitulada de “Mercado Shops”, a solução, que tem as modalidades gratuita e com mensalidade, é focada para atender as micro e pequenas empresas sem precisar realizar investimentos significativos.
 
A companhia, que teve início em 1999, começou atuação com leilão online, focado em C to C (consumer to consumer, ou pessoa física para pessoa física), com produtos usados. Em 2001, a e-Bay comprou o iBazar, deixando o posto e se tornando sócio em 18% do Mercado Livre. “Hoje o e-Bay é o maior acionista individual da empresa”, afirma Helisson Lemos, diretor geral do Mercado Livre para o Brasil.
 
Em 2001, a companhia lançou o preço fixo, o que mudou o foco inicial do projeto. Isto fez com que a atenção das empresas se voltasse para este comércio. Atualmente, 90% dos produtos possuem preço fixo, frente a 10% dos que ainda são vendidos em leilão. Além disso, 80% das ofertas são de mercadorias novas, contra 20% de usadas.
 
A partir da nova ferramenta, os “vendedores” do site terão à sua disposição funcionalidades para administração de produtos, custos e vendas. Existem dois pacotes para os vendedores que querem ter a sua própria loja virtual a partir do Mercado Livre: o gratuito, que implica que o meio de pagamento obrigatório deverá ser pelo Mercado Pago (ferramenta de pagamento também da companhia); e o com mensalidade, no valor de R$99 com mais benefícios.
 
Segundo Lemos, o próximo passo para a empresa é customizar o mercado livre para navegadores de celulares, em diferentes plataformas. Atualmente, para um vendedor anunciar um produto no Mercado Livre, deve pagar uma comissão de 6,5% do valor da venda.
 
Compras Coletivas
 
Lemos afirma que a explosão do comércio de compras coletivas, como o Peixe Urbano, ClickOn e Groupon não interferem nas vendas do Mercado Livre. “Estes sites abriram os poucos filões que não existiam na internet”, explica. “Além disso, o comércio coletivo incentiva as pessoas a comprarem mais e por impulso”, acrescenta.
 
Questionado se há a possibilidade de o Mercado Livre abrir um espaço para compras coletivas, Lemos responde que “ainda não há projetos para isto, mas nada impede”, finaliza.
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