Como uma entidade que lida com a causa animal, a AAAC faz um alerta para que a população se esclareça sobre a formação do preço dos alimentos para pets.
Mesmo sendo o segundo maior mercado pet do mundo em população de animais de companhia – com 31 milhões de cães e 15 milhões de gatos – no Brasil apenas 45% dos animais consomem alimentos industrializados. Grande parte da população alega que não compra rações por causa dos altos preços, mas não sabe que metade do valor pago pelo alimento é destinado a impostos.
A Associação Amigos dos Animais de Campinas (AAAC) esclarece que isso acontece porque no Brasil os alimentos para animais são taxados como bens supérfluos. Até chegar ao consumidor, o alimento soma 49,9% de impostos, entre eles IPI (10%), PIS/CONFINS (9,25%), ICMS (18%), Substituição Tributária do ICMS (10%). Em outros locais, como EUA e Europa, o alimento para animais e para humanos têm alíquotas idênticas, e a reivindicação do setor é que aconteça o mesmo no Brasil e a taxa se iguale à de insumos agropecuários (15,25%) ou até mesmo da cesta básica (7%).
De acordo com a Anfal Pet (Associação Nacional dos Fabricantes de Alimentos para Pequenos Animais), além de ser um fator que limita o crescimento do mercado, o alto imposto dá margem à sonegação, que chega a 60% no segmento de produtos econômicos ou básicos. O valor sonegado é repassado ao consumidor, beneficiando-o com queda nos preços em até 30%. Os produtos classificados como econômicos ou básicos têm como característica o baixo valor nutricional e a não arrecadação dos impostos e, por esta razão, induzem as empresas do setor a uma grave crise.

