VoIP

Mitel vai comprar ou se aliar à empresa no País

Fabricante de soluções IP planeja fechar parceria para produzir equipamentos no Brasil. Valor do investimento não foi revelado, mas executivos internacionais garantem forte interesse pelo mercado nacional, onde base IP gira entre 6% e 8% no mercado de telefonia.

De olho no potencial do mercado brasileiro de telefonia IP, a canadense Mitel planeja comprar ou se aliar a algum provedor local para a acelerar o seu crescimento. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 08/04, em coletiva de imprensa, na qual participaram, além dos executivos responsáveis pela operação brasileira, Paulo Ricardo Pinto, diretor-geral, e Geraldo Barbosa, diretor de desenvolvimento, o presidente da companhia, Paul Butcher, e o vice-presidente para a América Latina e Caribe, Gilles Rousso.

O parceiro local, segundo Paulo Pinto deve ter “marca reconhecida no País, uma base instalada significativa e bons contratos”. Os executivos da empresa não revelaram o montante que pretende investir, alegando ser companhia de capital fechado.

A meta da empresa, que hoje calcula ter algo próximo de 5% de market share no Brasil, considerando os 60 mil terminais puro IP estimados pela Frost & Sullivan, é atingir 10% do mercado local em três anos. A previsão para 2008 é de 70 mil terminais, segundo a consultoria.

A Mitel tem usado a política de aquisições no mundo todo para crescer e ganhar espaço, segundo os executivos. Em 2007, a empresa adquiriu a Inter-Tel Inc., por 723 milhões de dólares, para consolidar liderança no mercado de pequenas e médias empresas nos Estados Undos e no Reino Unido.

Para reforçar a estratégia de crescimento no Brasil, a companhia apresentou dados da Frost & Sullivan, segundo a qual o Brasil representa 44% do emrcado empresarial de telefonia da América Latina, o que posiciona o País com forte potencial para a operação regional.

A região, de acordo com a consultoria, deve movimentar uma receita de aproximadamente 429,9 milhões de dólares até 2011, o que representa crescimento anual de 13,9% desde 2005, com o Brasil e o México como os mercado de marior expansão.

“Dois fatores também ampliam nossa motivação, a base instalada ainda baixa no mercado brasileiro e o fato de as operadoras de telefonia ainda não derem definido as suas estratégias para atuação neste mercado”, explicou Paul Butcher.

Há um ano operando a partir do Rio de Janeiro, a fabricante de terminais e PBX revela que está negociando a compra a parceria com um provedor local para iniciar a fabricação das suas soluções no País.

O objetivo da empresa, que calcula ter aproximadamente 5% de market share local, é chegar a uma participação de 10% ao final de 2010.

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