Cloud Computing

Mobilidade e velocidade são imprescindíveis nas estratégias de telecom

Segundo debatedores do III Seminário TelComp 2010, devido a alta penetração de telefonia celular no País, consumidores se tornaram exigentes, principalmente com qualidade de rede, mobilidade e velocidade.

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Empresas de Telecom já respondem por mais de 50% do mercado

No III Seminário TelComp 2010, membros da associação comentaram a respeito da evolução recente e tendências do setor de telecomunicações e como a convergência das tecnologias, a concentração empresarial, inovações, competição e investimentos geram oportunidades de negócio no mercado brasileiro.
 
No debate, como moderador, Marcio Prado, sócio da Oliver Wyman, moderou o painel, cujos debatedores eram Alexandre Costa e Silva, conselheiro consultivo da TelComp; Célio Bozolla, presidente da NCR do Brasil; José Félix, presidente da NET; Antonino Rugiero, CEO da Intelig. Além deles, também estavam presentes Jacques Nassar, presidente da Compugraf e Sérgio Chaia, presidente da Nextel.
 
Inicialmente, Prado comentou a respeito da crise, que gerou déficit significativo para os países afetados, em 2007. De acordo com ele, a receita bruta do mercado caiu de US$7 trilhões para US$4 trilhões.
 
No entanto, o setor de tecnologia foi um dos que teve recuperação e evolução, principalmente no segmento de softwares, hardwares e mídia. Como serviço, as telecomunicações também continuaram crescendo.
 
Especificamente no Brasil, Sergio Chaia explica que já há uma penetração de quase 100% de telefonia móvel e que, por isso, os usuários se tornaram mais exigentes, querendo qualidade de rede, mobilidade, velocidade, aplicativos e boa relação custo/benefício. “Como as prestadoras de serviços devem se dedicar a competição para suprir essa demanda, a tecnologia automaticamente evolui”, ressalta.
 
Já Félix afirma que o próximo passo da tecnologia é, na realidade, a convergência dos produtos, que, segundo ele, se dá pelas TICs.
 
Mobilidade e Velocidade
 
Os participantes comentaram a respeito dos dois tópicos que mais se aplicam às telecomunicações atualmente, que são a mobilidade e a velocidade. Para eles, os dois são imprescindíveis.
 
“Não tem como separar, as duas coisas são necessárias”, diz Félix.
 
Já Chaia acredita na diversidade dos gostos no segmento. “Existem consumidores com desejos diferentes e cabe a nós distinguir quais são eles”.
 
Rugiero comentou a respeito da infraestrutura do Brasil, que necessita investimento. Segundo ele, sem isto, as tecnologias não chegarão ao wireless, por causa do limite do espectro. “Para aplicar a tecnologia, haverá a necessidade de velocidade nos próximos anos e não terá wireless sem infraestrutura, porque o espectro acabará”.
 
Banda Larga
 
Um ponto bastante comentado durante o Seminário foi a respeito da volta da Telebrás e o que ela acarretará para as empresas privadas.
 
De acordo com Félix e Chaia, a estatal será mais um competidor no segmento para as empresas de triple-play. Já Rugiero vê a Telebrás como uma oportunidade, principalmente nas regiões carentes do serviço. “Ainda não está tudo delineado na estratégia, mas pode agregar valor em lugares como o Nordeste, que tem pouca penetração de internet”, finaliza.
 
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