Neste artigo, Adrian Alvarez, Founding Partner da Midas Consulting, explica o que é a SESTA, uma metodologia para avaliar os modelos que se podem usar na Inteligência.
Uma SESTA para ajudar na análise
Uma parte fundamental do ciclo de inteligência é a análise, porque é por meio dela que são geradas conclusões e recomendações para a decisão que tomarão os gestores da organização. Além disso, podemos dizer que a análise é o principal aporte da área de Inteligência para a performance da companhia.
Mas, o que é um modelo?
Um modelo é uma simplificação da realidade para fazê-lo mais compreensível para o analista e o gestor. Ao tornar mais compreensível a realidade, os modelos possibilitam ao analista obter uma maior compreensão do meio ambiente competitivo e, dessa maneira, fornecer propostas implementáveis que possam outorgar à empresa uma vantagem competitiva.
Mas, todos os modelos servem para tudo? Ou tem que se usar modelos de acordo com a situação, a empresa e a indústria?
Os modelos, são, como diz John Prescott, como roupa em um guarda-roupa, você tem que usar de acordo com a ocasião. Não adianta ir de sunga ou fio dental para um jantar de gala, assim como não adianta ir de paletó ou vestido longo para a praia.
Os modelos, portanto, são úteis se cumprirem com uma série de requisitos e têm pontos fortes e pontos fracos, vantagens e desvantagens.
O segredo está em conhecê-los para usá-los com propriedade
Mas um modelo, que acredito serve para avaliar os modelos que se podem usar, é a SESTA.
Mas o que é a SESTA? A SESTA é um acrônimo desenvolvido pela Midas, que resume:
Situação de negócios que se está analisando: Por exemplo, Ataque, Defesa, Etapa no ciclo de vida, Conjuntura. A situação de negócios é extremadamente importante porque dá um marco geral para a análise.
Enfoque temporal: Estamos analisando o período de tempo para o qual o modelo é adequado, por exemplo, Passado, Presente, ou o Futuro?
Simplicidade de Explicação e Apresentação: O modelo que for mais fácil de entender tem uma vantagem sobre qualquer outro, porque facilitará a aceitação da análise e da proposta, além da implementação.
Teste do bom senso: Faz sentido? Este é o teste fundamental, porque o gestor não presta atenção em quem desenhou o modelo, porque ele não é acadêmico. Para o gestor o modelo tem que fazer sentido mais que ser desenhado, por exemplo, por um professor da Harvard.
Âmbito de aplicação: O âmbito de aplicação (Indústria, Mercado, Empresa, Unidade de Negócio) se corresponde com a situação que analisamos?
O modelo SESTA, então, resume o nível de adaptação do modelo para o caso que estamos analisando. Se já se tiver uma classificação dos modelos de acordo com os fatores do modelo SESTA, se facilita a escolha do modelo. Além disso, o SESTA obriga a determinar fatores importantes do caso, que permitirão fazer um diagnóstico melhor.
Não devemos esquecer também que a análise é quem determina os dados necessários e a estratégia de coleta, como pode se ver no seguinte quadro:

Em uma série de artigos futuros, analisaremos alguns modelos de análise estratégica e inteligência competitiva de acordo com o modelo SESTA para facilitar sua aplicação na prática.
*Adrian Alvarez é Founding Partner da Midas Consulting, uma consultoria focada em inteligência competitiva, análise estratégica, alerta antecipado, tirada de pontos cegos e jogos de guerra, com atuação em toda América Latina. Além disso, Adrian é membro do board e tesoureiro da SCIP (Society of Competitive Intelligence Professionals), sendo o sexto não estadunidense nos mais de 25 anos da SCIP em ocupar essa posição. Adrian escreve no seu blog http://inteligenciacompetitivaenar.blogspot.com/ e o seu email de contato é [email protected]

