Estratégias

Monster encerra suas atividades no Brasil

Empresa enfrentava dificuldades relacionadas ao perfil de negócio de recrutamento e seleção no País. 

O site de recrutamento e seleção Monster está encerrando as suas operações no Brasil. As empresas que contrataram os seus serviços já foram comunicadas do encerramento das atividades e os empregados do escritório local estão sendo dispensados. As dificuldades enfrentadas pela Monster estão relacionadas ao perfil do negócio de recrutamento e seleção no Brasil. Por aqui, os sites que cobram dos candidatos têm mais sucesso entre as empresas.

Segundo Cezar Tegon, presidente da Elancers, empresa especializada em sistemas de recrutamento e seleção, as dificuldades encontradas pelas empresas para recrutar pessoas nos últimos anos se explicam exatamente pelo uso precário dos sistemas de recrutamento e seleção.

“Embora estejamos vivenciando um período de escassez de mão de obra, ainda é comum no mercado brasileiro às empresas postarem suas vagas em sites que cobram dos candidatos”, diz Tegon. “No entanto, o que vemos no Brasil é que muitas empresas reclamam da falta de profissionais, mas relutam em contratar sistemas mais especializados que as ajudariam a resolver esse problema, o que explica a saída da Monster do Brasil”, completa o executivo.

Para Tegon, a crise de pessoal no Brasil está apenas no começo em função de fatos como a Copa 2014, as Olimpíadas 2016 e o pré-sal, atividades que demandam a contratação de pessoal. Mas, mesmo em um cenário como este, as empresas, de modo geral, não perceberam a importância de aprimorar seus processos de recrutamento e seleção.

“Muitas empresas terceirizaram as atividades de recrutamento e seleção, pagando por candidato contratado. Com isso, elas acreditam que resolveram seus problemas. No entanto, esse tipo de atividade acarreta, via de regra, uma contratação apressada, que vai se tornar uma demissão a curto prazo”, comenta o presidente da Elancers. “Estudos recentes mostram que entre 15% e 25% dos profissionais contratados pelas empresas saem antes de completarem um ano e meio na organização. O que poucos enxergam é que esse tipo de contratação mal feita acarreta custos com turnover em uma espiral de gastos que só cresce ano a ano e já entraram no radar das lideranças empresariais”, finaliza Tegon.

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