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Movimento “Cloud Exit” não precisa ser o fim da nuvem

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A computação em nuvem revolucionou a forma como as empresas consomem tecnologia. No entanto, “Cloud Exit”, que é a repatriação seletiva de cargas de trabalho ou a busca por modelos alternativos, ganha força. Pesquisas recentes, como a da Citrix de 2024, indicam que 42% das empresas nos Estados Unidos estão envolvidas em iniciativas de saída da nuvem, com 94% relatando projetos de correção pós-migração.

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O movimento é motivado pelos custos, visto que 43% dos líderes de TI constataram que a migração foi mais cara do que o previsto, como apontam dados da InfoWorld. Mas o abandono total da nuvem não é o melhor caminho, pelo menos para Fabiano Oliveira, CTO da Nava Technology for Business. Ele diz que, além de ser um retrocesso custoso e exagerado, as empresas perderiam os benefícios de escalabilidade e agilidade.

“O ponto central está na nuvem híbrida, um modelo que combina a agilidade e a elasticidade da nuvem pública à familiaridade da infraestrutura local ou de nuvens privadas dedicadas. Essa orquestração permite reduzir custos, atendendo à demanda sob medida e evitando desperdício de recursos ociosos, ao mesmo tempo em que endereça requisitos de compliance, integração com sistemas legados e a crucial continuidade dos negócios”.

Gerenciamento de ambientes se torna o desafio

Gerenciar essa variedade de ambientes, no entanto, não é trivial. Os desafios vão além da simples coexistência:

  • Visibilidade fragmentada: a variedade de ferramentas específicas de cada provedor de nuvem cria silos de informação que dificultam a obtenção de uma visão holística do ambiente de TI. Isso impede a otimização de recursos, a identificação de gargalos e a tomada de decisões estratégicas informadas sobre onde alocar as cargas de trabalho.
  • Governança e segurança: implementar políticas de segurança e governança consistentes em um ambiente de nuvem híbrida demanda a necessidade de gerenciar acessos e políticas em múltiplos domínios e de contar com soluções robustas e integradas que garantam a conformidade e a proteção contra ameaças em toda a infraestrutura.
  • Provisionamento e automação: a ausência de uma linguagem comum no provisionamento, como a padronização do uso de Infrastructure as Code (IaC), leva a erros, retrabalho e inconsistências.
  • Latência e conectividade: para aplicações sensíveis ao tempo de resposta, a latência introduzida pela distância entre ambientes locais e a nuvem pública pode ser um fator crítico. Arquiteturas mal planejadas e redes subotimizadas podem prejudicar a performance das aplicações, impactando a experiência do usuário e os processos de negócio.

FinOps vira palavra-chave

O modelo de FinOps, prática de gestão financeira da nuvem que combina pessoas, processos e tecnologia para otimizar os custos e maximizar o valor comercial da nuvem, emerge como solução financeira na nuvem híbrida. A padronização de recursos através de tags e convenções de nomenclatura, juntamente com a automação de processos via IaC (Infraestrutura como Código), garante uma execução eficiente e controlada.

“O FinOps uma filosofia de responsabilidade e otimização contínua”, explica Oliveira. “Práticas como showback, chargeback, trazem transparência ao consumo, enquanto a definição de KPIs alinhados ao negócio e a capacitação de um Cloud Center of Excellence garantem que as decisões de TI sejam tomadas por uma visão financeira estratégica”, afirma Oliveira.

Como cada empresa possui um ritmo próprio e necessidades específicas, a decisão de adotar a nuvem hibrida e a definição da melhor estratégia dependem de uma avaliação cuidadosa de fatores como custos, velocidade de implementação, integração com sistemas legados e gerenciamento de dados sensíveis. O sucesso nessa jornada está diretamente ligado à maturidade da operação e à capacidade de orquestrar os diferentes ambientes de forma coesa.

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