DestaquesPesquisas2

Mulheres se sentem discriminadas nas empresas do Vale do Silício

De acordo com estudo, 60% das mulheres já sofreram assédio sexual no trabalho e 59% não acreditam ter as mesmas oportunidades que os homens.

1452563651Uma pesquisa realizada no Vale do Silício, nos Estados Unidos, aponta para dados críticos a respeito do machismo dentro de empresas de tecnologia. Intitulado “Elefantes no Vale”, o estudo mostra que 88% das mulheres experimentaram situações onde clientes ou colegas de trabalho dirigiam perguntas, que deviam ser abordadas por elas, para homens. Além disso, 60% delas dizem ter sofrido assédio sexual no trabalho, enquanto uma em cada três tem medo de sua segurança pessoal no local de emprego.

A pesquisa, conduzida de forma independente, entrevistou mais de 200 mulheres no Vale do Silício com mais de dez anos de experiência em empresas tradicionais como Apple, Google e VMWare, além de startups. Cerca de 77% das entrevistadas têm mais de 40 anos e 75% têm filhos. Do total, 25% ocupam cargos de influência, enquanto 11% são fundadoras de empresas.

O estudo também mostra que 47% das entrevistadas foram convidadas a realizar tarefas que homens do sexo masculino não são solicitados a fazer, como encomendar comida ou fazer anotações. Dois terços das mulheres também se sentiram excluídas de oportunidades sociais e de networking por causa do gênero e 59% acreditam não tem as mesmas chances que os homens.

Com relação ao assédio sexual, 39% das mulheres não realizaram nenhuma ação judicial por medo de um impacto negativo na carreira, enquanto 30% não relataram porque desejavam esquecer e 29% assinaram acordos para não abordar o assunto. Das que relataram, 60% se sentiam insatisfeitas com o curso da ação.

Histórias reais inspiraram pesquisa

De acordo com as co-autoras do estudo, Trae Vassallo, investidora e ex-sócia da empresa de capital de risco Kleiner, Perkins, Caufield & Byers (KPCB) e a consultora de mídia, Michele Madansky, o estudo foi inspirado pelo julgamento de Ellen Pao contra a KPCB, empresa pela qual trabalhou por sete anos. Segundo ela, a companhia a discriminou por ser mulher, negando promoções, excluindo-a de eventos e pedindo que ela se sentasse ao fundo em reuniões. Ela perdeu o caso.

O site do estudo (disponível aqui) também conta com histórias de outras mulheres que sofreram com o machismo no ambiente de trabalho. Os textos são anônimos.

Newsletter

Inscreva-se para receber nossa newsletter semanal
com as principais notícias em primeira mão.


    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *