Em municípios como Campinas, o projeto de migração digital tem resultados econômicos favoráveis, como é o caso da redução de custos com a telefonia. Infelizmente, segundo o engenheiro Thiag Larçoni, o Brasil ainda sofre com a falta de informação e de planejamento governamental nesta área.
Com a implementação da Cidade Digital, o poder publico ganha a capacidade de oferecer à população ferramentas de desenvolvimento social, além de implementar melhorias na administração dos cofres públicos. Entre estas melhorias, segundo o engenheiro Thiago Larçoni, da Promon Logicals, apontou durante o Netcom 2009, que estão inclusos agilidade dos processos judiciais, gerenciamento dos sistemas de saúde, educacional e segurança, além da participação das pessoas por meio da ferramenta e-gov.
Antes de implementar o projeto, porém, Larçoni atenta à algumas preocupações que devam ser tomadas. Segundo ele, há três cenários que precisam ser muito bem projetados: o objetivo para a implementação; o porquê da implementação; e para quem servirá o uso da rede.
O projeto Cidade Digital, de certa forma, consegue gerar retorno financeiro para o município, com a redução de documentos impressos e melhoria na agilidade dos processos, além de menores gastos telefônicos com o uso do VoIP. “Além das três características, é necessário que se preocupar com o modelo de negócio que será gerado com a plataforma”, inclui Larçoni.
A forma de negócio apresentada pelo engenheiro tem como principal foco que as prefeituras estudem projetos realizados em outras cidades, com o intuito de escolher a solução que se adéqüe ao seu município. Também e necessário que o município se alinhe ao governo estadual e federal para otimizar os investimentos e tenha um leque maior de oportunidade para implementação.
Segundo Larçoni, o projeto não acontece da noite para o dia. O prazo para que um município esteja com a migração adequada e de uso continuo, demora em média seis anos.
Em cidades como Campinas, a implementação da Cidade Digital mostra resultados, onde o município investiu R$ 48 milhões, cujo projeto de infraestrutura utiliza fibra ótica e rádio. “Com o projeto, a cidade gerou custo de viabilidade e com o resultado houve um investimento e data Center, além em novos aplicativos como o e-gov 2.0”, diz Larçoni.
Conforme afirma Thiago Larçoni, até o momento o grande problema para a implementação das Cidades Digitais não é o custo, mas a falta de conhecimento e capacitação da população, quanto aos benefícios que ele oferece. “Construir bem um modelo de projeto traz benefícios, principalmente econômicos, ele é sustentável. É necessário divulgar e aprender sobre o conceito”, conclui.

