APIs abertas e cloud também influenciarão.
O “Razorfish5”, estudo realizado pela Razorfish, agência de marketing digital global, aponta Near Field Communication (NFC), Revolução da Interface, APIs abertas, Marketing na Era dos Grandes Dados e Computação em Nuvem como tendências imperativas para as empresas se manterem atuantes e competitivas, confirmando que precisam imprimir a mesma velocidade de mudanças em seus negócios.
A pesquisa fornece insights sobre as cinco tecnologias relacionadas ao futuro digital, que estarão presentes em todos os pontos de contato com os consumidores nos próximos anos. “O estudo tem o objetivo de indicar caminhos para o marketing ligado à tecnologia em um cenário de rápidas transformações, oferecendo às empresas um guia completo para atender às expectativas de um mercado em evolução”, afirma Jose Martinez, diretor da agência para a América Latina.
Uma das tendências, Near Field Communication (NFC), facilita os pagamentos usando tecnologia móvel e hoje é predominante no Japão e em outros países emergentes. Apesar de disponível há anos, a NFC atingiu o seu ponto de inflexão em 2011, com a adoção do Android e a Apple. Além de facilitar pagamentos, essa tecnologia, por meio do Bluetooth, permite que as empresas enviem mensagens para o consumidor quando ele estiver próximo de estabelecimentos comerciais que oferecem seus produtos ou serviços.
A NFC tem potencial para adicionar bilhões de dólares à receita publicitária. O aumento deve vir a partir do número crescente de usuários móveis e do tempo que passam com seus telefones celulares. Há mais de cinco bilhões de telefones celulares no mundo, número quatro vezes superior ao de TVs. “O celular está sempre com o consumidor, criando a possibilidade de impactá-lo com conteúdos relevantes no momento em que ele está mais receptivo à mensagem”, afirma Martinez.
Outro destaque do relatório é a Revolução da Interface, que decreta o final da hegemonia do mouse na navegação. Os consumidores já iniciaram uma migração em massa para interfaces que estejam mais próximas da experiência humana natural (Natural Human Interface – NUI), adquirindo dispositivos de condução de experiências NUI como smartphones, tablets – principalmente o iPAD da Apple – consoles de videogame como o Microsoft Kinect, Nintendo Wii e Playstation Move, entre outros. “As marcas deverão se adaptar e oferecer mais conteúdo interativo, em multiplataformas e multicanais”, avalia Martinez. Essas tecnologias deverão ser aplicadas às ações de marketing e de relacionamento com o consumidor, tornando o contato mais amigável e atraente.
Outras oportunidades que as empresas devem aproveitar estão nas APIs abertas (Interface de Programação de Aplicações) e nos Serviços Digitais, que permitem que o consumidor participe e influencie as definições de produtos das empresas, por meio digital. O nível de colaboração pode variar de acordo com o perfil da empresa e do consumidor, permitindo maior ou menor participação e integração nessas definições.
Facebook, Google e Twitter foram construídos, em grande parte, por suas comunidades de usuários. “Isto comprova que não há maneira melhor de engajar a audiência do que fazer com que ela opine e participe no desenvolvimento de um determinado produto ou serviço”, afirma Brian Crotty, diretor da agência no Brasil. Outras empresas que adotaram as plataformas abertas foram a Amazon e a Best Buy.
O Marketing na Era dos Grandes Dados aponta para o grande volume de informações de consumidores “teoricamente disponíveis” na web como uma oportunidade e tanto. Segundo Crotty, o grande problema consiste em transformar essas informações em conhecimentos práticos e ações efetivas. No entanto, com as novas ferramentas baseadas na computação em nuvem, as empresas podem finalmente traduzir trilhões de linhas de dados em uma conversa mais direcionada aos consumidores, com um ciclo de feedback quase imediato.
Em conjunto com o marketing explorando tantos dados disponíveis, o cloud se confirma como tendência crucial. As empresas adotaram amplamente ao longo dos últimos anos esta tecnologia, que utiliza uma nova arquitetura funcionando como software, no lugar dos frágeis sistemas físicos do passado. Segundo o estudo, empresas que empregam essa tecnologia são capazes de conduzir o foco do negócio em um ritmo mais rápido, ao invés de manter o dimensionamento na infraestrutura. O desenvolvimento e implementação de estratégias de marketing de forma integrada a essas tecnologias, segundo Crotty, permitirá às empresas atuarem de forma inovadora e eficaz na comunicação com seus clientes.

