O Bradesco apresentou números considerados mornos e de “qualidade fraca” nos primeiros três meses do ano. O banco calcula que, excluindo recuperações extraordinariamente fortes em crédito, a receita operacional caiu 17% na comparação com o trimestre anterior.
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O resultado do primeiro trimestre foi motivado, conforme destaca o Bradesco, pelo desempenho operacional com melhores margens financeiras com clientes, menores gastos com provisões (PDD) e linhas de seguros e receitas com serviços. Por outro lado, o banco lembra que os primeiros indicadores de atividade econômica de 2019 apresentaram resultados menores que o esperado.
Em conferência para comentar os resultados, o Bradesco mencionou a tecnologia como um grande foco do banco ao longo de 2019. De acordo com a diretoria do banco, está previsto um investimento de R$ 6 bilhões nesta frente até o final do ano, sendo R$ 2 bilhões em inovação.
As maiores iniciativas digitais do banco são a assistente virtual Bia, que bateu 100 milhões de interações recentemente e reduz custos no atendimento ao cliente, e o banco digital Next.
De acordo com Octavio de Lazari, CEO do banco, o Next tem aberto entre 7 mil e 8 mil contas por dia atualmente, e o banco tem um compromisso de somar 1,5 milhão de clientes até o final deste ano. “Daremos cada vez mais independência ao Next para competir entre as fintechs”, disse o executivo na teleconferência. Ele afirma, ainda, que 77% dos clientes do banco digital não vieram do Bradesco – ou seja, a fintech não estaria canibalizando a base do banco tradicional – e que quase 40% dos clientes da fintech já têm crédito pré-aprovado.

