Locação de imóveis residenciais cresce pelo quarto mês seguido na capital paulista.
Com um aumento de 8,22% em relação a março, abril é o quarto mês seguido de crescimento na locação de imóveis residenciais na cidade de São Paulo, segundo pesquisa feita com 440 imobiliárias da cidade pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (CRECI-SP). Em março, o total de locações havia crescido 26,96%; em fevereiro, 31,23%; e em janeiro, 15,25% sobre dezembro.
"É uma demanda forte e altamente concentrada no núcleo do déficit habitacional, nos imóveis de menor valor, e que o governo federal pretende reduzir com o plano de construir um milhão de residências e vendê-las com subsídio para famílias com renda de até dez salários mínimos", afirma o presidente do CRECI-SP, José Augusto Viana Neto, ao explicar que 64% dos imóveis alugados em abril tinham aluguel mensal de até R$ 800.
O programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ tem como objetivo a construção de um milhão de moradias ao custo de um investimento público de R$ 34 bilhões, sendo a parcela mínima de R$ 50 e o valor máximo do imóvel a ser financiado de R$ 130 mil. Serão 400 mil moradias para a faixa de renda de três a seis salários mínimos mensais e 600 mil para a faixa de seis a dez salários mínimos. A parcela máxima da prestação poderá chegar a 20% da renda familiar – no caso de dez salários mínimos, R$ 4.650, serão R$ 930.
"Esse valor de R$ 930 está pouco acima das faixas principais de demanda de locação em São Paulo", acrescenta. A pesquisa CRECI-SP mostra, de fato, que três faixas de valor de aluguel concentram as locações na Capital – 20,89% entre R$ 201 e R$ 400, 21,33% entre R$ 401 e R$ 600 e 19,56% entre R$ 601 e R$ 800. "Esta é uma situação que se repete há tempo e a conclusão que se tira é natural: enquanto não houver produção maciça de imóveis para essa faixa de renda, alugar casas e apartamentos nesses valores será como vender pão quente, um ótimo negócio", ressalta Viana Neto.
Casas foram mais alugadas em abril
A maioria das locações – 55,45% – foi de casas, ficando os apartamentos com os restantes 44,55%. O fiador reina soberano como a forma principal de garantia das locações – 47,72%. Mas duas outras formas de fiança – o seguro de fiança e o depósito em poupança de três aluguéis – estiveram presentes em 52,29% dos novos contratos.
O número de imóveis devolvidos em abril, 447, equivaleu a 50,8% do total de locações, índice 2,43% menor que o apurado em março. Já a inadimplência teve queda de 9,25% – atingiu 4,81% dos contratos em vigor nas imobiliárias em abril quando havia atingido 5,3% deles em março.

