O VP mundial da fabricante finlandesa, Anssi Vanjoki, afirma que os investimentos se devem à força do mercado brasileiro, que representa 22% do lucro mundial e que, hoje, o Brasil se encontra em nono lugar em faturamento para a Nokia.
A visita ao Brasil do vice-presidente executivo de mercado da Nokia, Anssi Vanjoki, foi para apresentar os novos produtos da fabricante e anunciar uma estratégia comercial no País, relacionada ao mercado de dispositivos móveis. Segundo o executivo, para este ano, a empresa apostará muito no mercado brasileiro, já que no período da crise econômica, o faturamento por aqui não sofreu tanto e, hoje, a região encontra-se na 9ª posição do mercado mundial.
“O Brasil continua crescendo e as nossas soluções que estão chegando no País darão um impulso a nossa marca”, diz o Vanjoki. Depois de traduzir sua loja de aplicativos para a língua portuguesa, a Ovi Loja, a fabricante finlandesa vai comercializar conteúdos pagos, a partir do segundo semestre deste ano. Para ele, o País representa um pedaço expressivo no mercado de dispositivos, o qual 22% dos usuários Nokia mundial são da loja virtual brasileira.
O anuncio ocorreu nesta segunda-feira (22), durante a apresentação do lançamento de quatro novos celulares e mais o smartphone N900, com sistema operacional Nokia/Intel, que estarão disponíveis no mercado nacional nos primeiros seis meses do ano. No entanto, o modelo de pagamento para esses produtos pode ser com a plataforma de billing das operadoras ou por cartões de crédito.
Para a empresa, o grande sucesso no setor de serviços e no segmento de música, o qual a Nokia oferece um ano de downloads gratuitos, por meio do canal Comes With Music. Segundo o presidente da Nokia Brasil, Almir Luiz Narciso, esse componente é o carro chefe dos negócios de aplicativos e o grande atrativo influenciador de compra, o qual a empresa para disponibilizar no Brasil as músicas, tem contratos com as quatro principais majors do mercado fonográfico, além de acordos com três mil gravadoras e 200 selos independentes.
“Os grandes concorrentes das gravadoras são os sites piratas. Nosso conceito é de trabalhar junto com essas empresas e mais as operadoras. 70% do lucro obtido com esse serviço é repassado ao artista. Além disso, fechamos um modelo de negócio de acordo com a política de cada gravadora”, informa Narciso.
Em relação a divisão de lucros para o mercado de desenvolvedores, o presidente da filial brasileira disse que a Nokia redistribui 70% do faturamento aos responsáveis das soluções. “Só no Brasil temos 70 mil profissionais que trabalham conosco”, diz.
Novos produtos
Sobre os novos celulares, a empresa apresentou modelos para todos os tipos de necessidade e classes sociais, cujos lançamentos ocorrerão no primeiro semestre deste. Foi apresentado o modernos Nokia 97 mini e o X6, com design mais sofisticado e inclusão de diversos aplicativos, como rede social e browser. Também foi apresentado o Nokia 2730 Classic, que é mais simples e possui como mote a utilização das ferramentas usuais de comunicação, e-mail e Messenger. Todos os produtos têm acesso ao Ovi Loja.
Porém, a grande novidade ficou por conta do smartphone N900, projetado com sistema operacional baseado em Linux, o MeeGo, e seu desenvolvimento foi realizado pela Intel e Nokia. “O lançamento ocorrerá entre 60 e 75 dias e estará disponível em nossa loja virtual”, adiantou Vanjoki.
Competição
Ao ser questionado sobre o atual cenário competitivo entre os desenvolvedores de sistemas operacionais móveis, o vice-presidente enfatizou que sua empresa é líder mundial nesse segmento, por meio da plataforma Symbiam e que já está sendo lançadas as versões três e quatro do sistema. Ele também acredita que o MeeGo será bem aceito pelos consumidores, por se tratar de uma solução de multitarefa, sendo utilizada tanto em celulares como em micros de pequeno porte.
Quanto ao crescimento expressivo do Android mundialmente e se isso pode ser considerado como uma grande ameaça aos concorrentes, Vanjoki foi bem irônico. “Em relação ao Google, não vejo que há uma grande expressão de vendas no mundo, como muitos andam afirmando. Há muita falação”, conclui o executivo.

