Ao longo do tempo, especialmente a partir do avanço da tecnologia e por consequência da expansão das fronteiras no âmbito digital, as viagens deixaram de ser somente momentos vinculados ao lazer. Para um número significativo de pessoas, viajar tornou-se parte da rotina cotidiana. O avanço do nomadismo digital e a consolidação do trabalho remoto, de certo modo, redefiniram o mercado de trabalho tradicional. A nova geração de profissionais nômades possui alto grau de flexibilidade e descentralização do processo produtivo geograficamente.
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O próprio Google confirma a tendência crescente do nomadismo digital, uma vez que, no relatório do Google Trends, as buscas pelo termo atingiram um recorde histórico em 2024, com aumento global de 190% nos últimos cinco anos.
O que é um nômade digital e quais são as carreiras mais procuradas?
Inicialmente, é importante enfatizar que ser um nômade digital é basicamente um estilo de vida, ou seja, uma escolha estratégica para aqueles que procuram liberdade, flexibilidade e renda.
Entende-se como nômade digital as pessoas que trabalham remotamente e não possuem residência fixa. Neste estilo de vida e trabalho, é possível viver viajando, alternando entre cidades, estados e países, enquanto realiza as atividades de trabalho de forma 100% online.
Entre as carreiras mais rentáveis e em certo grau procuradas pelos nômades digitais, encontram-se: gestor de tráfego pago; copywriter; especialista em SEO; desenvolvedor web; social media; e infoprodutor ou afiliado. Todas estas funções podem facilmente ser exercidas somente com um notebook e acesso à internet.
Diante deste cenário, diversas empresas têm adotado estratégias para acompanhar a mobilidade crescente a partir de ferramentas de gestão de comunicação assíncrona, de modelos como remote-first ou anywhere office, entre outras estratégias.
Como está o cenário do nomadismo digital no Brasil?
No Brasil, o interesse pelo nomadismo digital cresceu expressivamente nos últimos três anos de 2024, conforme o relatório do Google Trends, que indicou um crescimento de 250%. Não é à toa que no Brasil existe um crescimento de infraestruturas e políticas voltadas ao apoio deste tipo de profissional.
Atualmente, o Brasil oferece um visto específico para os nômades digitais, conhecido como Visto Temporário XIV (VITEM XIV). É importante ressaltar que este visto exige a comprovação de uma renda mínima.
Como fazer para tornar-se um nômade digital?
Tornar-se um nômade digital é uma escolha que precisa ser feita com cuidado. O primeiro passo é identificar uma profissão que realmente permita o trabalho 100% remoto.
As áreas que envolvem tecnologia da informação, como marketing digital, design, produção de conteúdo, tradução, consultoria e atendimento ao cliente, são algumas das opções viáveis.
Outro fator preponderante é o investimento em uma qualificação profissional de qualidade, seja através de cursos onlines ou até mesmo certificações em áreas técnicas específicas. No entanto, dentre os vários pré-requisitos, o mais importante seja, talvez, a necessidade de ter uma fonte de renda estável.
Para tornar-se um nômade digital, é fundamental estar com a vida financeira organizada: isso significa montar reservas de emergências e controlar gastos quando necessário, sobretudo no início. Outro ponto fundamental é o planejamento logístico.
Isso inclui pesquisar destinos com boa infraestrutura de internet, custo de vida acessível, segurança e acesso a serviços básicos. Muitos nômades também optam por contratar seguros internacionais e manter documentos atualizados para facilitar o deslocamento entre países.
Por conseguinte, a questão da moradia pode facilmente ser resolvida através de plataformas de aluguel temporário ou hospedagens mais flexíveis como hostels. Além disso, é importante enfatizar que as exigências para obter o visto de nômade digital podem variar de acordo com o país em que se pretende ingressar.
Quais são os destinos mais procurados e como organizar a rotina de trabalho?
Em 2025, os destinos mais procurados pelos nômades digitais combinam baixo custo de vida e boa estrutura digital, sendo eles: Medellín (Colômbia), Lisboa e Porto (Portugal), Cidade do Cabo (África do Sul), Chiang Mai (Tailândia), Florianópolis, Natal e João Pessoa (Brasil).
No que diz respeito à organização da rotina de um nômade digital, é preciso compreender que ela jamais será padrão. Afinal de contas, cada lugar, espaço, região e país possuem suas próprias dinâmicas, assim como os espaços de coworking.
Como as viagens passam a ser parte integral do cotidiano, é preciso acostumar-se com o deslocamento e adequar-se aos espaços da melhor forma possível. Não existe, portanto, uma fórmula exata.
Este estilo de vida vai além da rotina, afinal, viver em diferentes contextos geográficos amplia o repertório, estimula a adaptação e fortalece conexões profissionais diversas – tudo isso em um curto período de tempo. A tendência é que este mercado cresça cada vez mais com o passar dos anos.
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