A empresa canadense acredita que logo no início da operação das redes de banda larga sem fio, a convergência corporativa acontecerá em grande escala no País.
A Nortel está otimista com o potencial da tecnologia WiMAX – solução para transmissão de dados sem fio em alta velocidade – no Brasil, e acredita que estarão aí concentrados os investimentos em telecomunicações no próximo ano.
“Quando estiver licenciado, o sistema WiMAX será o colírio dos olhos das empresas de desenvolvimento de soluções em 2008”, Claudio Falcone, engenheiro de vendas da plataforma WiMaX da Nortel Brasil. A visão do representante da empresa canadense simboliza o otimismo crescente dos fabricantes de soluções para a comunicação sobre IP.
Porém, na visão de Claudio Falcone, o retardo do leilão das redes WiMAX no País só dificulta as melhorias nas telecomunicações digitais e as empresas de soluções acabam sendo prejudicadas com o não investimento nesta área.
Como forma de não se preocupar com esse dilema, a Nortel já está realizando as pré-vendas de seus produtos, além de prospectar acordos com corporações e com as cidades virtuais. O executivo da empresa afirma que as suas soluções estarão adaptadas para qualquer tipo de serviço, e a otimização é um processo tranqüilo. Como exemplo, ele usa a cidade de Taipei, em Taiwan, onde a empresa foi responsável em fornecer as soluções para a implementação do WiMAX na região.
Um ponto de atenção, segundo o executivo da Nortel, no entanto, é a administração das redes WiMAX no Brasil. Se forem mal gerenciadas, poderão trazer inúmeros problemas aos usuários. “Os órgãos públicos e privados precisam trabalhar juntos para prover um serviço de qualidade”.
Para o representante, o WiMAX não tem foco apenas na comunicação de voz sobre IP, mas em todo tipo de interação. Um exemplo é o conceito da Hiperconectividade: com a utilização do WiMAX móvel, o usuário terá ao mesmo tempo os serviços de e-mail, fax e mensagem de voz no mesmo aparelho.
Claudio Falcone acredita que, apesar da implementação das novas funcionalidades serem caras, os clientes (tanto corporativos, quanto usuários comuns) terão retorno econômico significativo entre oito e nove meses.

