Estratégia de edge computing da operadora se baseia em infraestrutura, nova plataforma e parcerias com três grandes provedores de nuvem.
Em uma palestra realizada pela Embratel dentro do CIAB FEBRABAN 2018 hoje (13/6), Mário Zakorchini, gerente de produto Cloud Computing da operadora, apresentou a estratégia que a sua empresa oferece para lidar com um dos principais desafios da nuvem: a latência, ou seja, o tempo que os dados levam para serem processados e entregues pela Internet. Chamada de edge computing (computação de borda, em tradução livre), a intenção da Embratel é utilizar sua infraestrutura de rede e data center, plataforma e parcerias para diminuir a espera.
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Zakorchini explicou que a tendência é de quase tudo ser consumido pela nuvem. Se por um lado isso diminui custos e traz elasticidade, por outro, torna a empresa dependente da sua conexão de rede para se comunicar com a nuvem, que, a depender do provedor, pode estar em outro país, o que aumenta a taxa de latência.
Quando se pensa em um cenário de Internet das Coisas (IoT), onde os dados precisam ser recebidos rapidamente para gerar insights em tempo real, a conectividade se torna item de missão crítica. “Em um trânsito com carros autônomos, o atraso no processamento dos dados entre um poste conectado e um carro pode resultar em um acidente”, exemplifica o executivo.
A solução encontrada pela Embratel foi levar o processamento para mais perto de onde a informação é gerada. Como? O primeiro ponto é em infraestrutura, onde a operadora conta com mais de 100 pontos de fibra óptica e diversos data centers espalhados pelo País. Junto a isso, há a nova plataforma, chamada de Connect Cloud, que será responsável por fazer o processamento na borda, ou seja, o edge computing.
De acordo com Diuliana França, responsável por Desenvolvimento e Arquitetura de Produtos Empresarial da Embratel, a estratégia é processar os dados do cliente em seu próprio data center através da Connect Cloud. A oferta, válida para todo o Brasil, conta com a parceria dos provedores de nuvem Microsoft Azure, Amazon Web Services (AWS) e IBM.
Ela explica que o cliente pode contratar uma determinada volumetria de dados para ser processada pela plataforma em um contrato mensal e, caso extrapole o volume, ele pode pagar pelo excedente.
Segundo Zakorchini, a Connect Cloud foi desenvolvida sobre os conceitos de opensource e rede definida por software (SDN) e sustenta a capacidade da infraestrutura do cliente se conectar à nuvem. A plataforma também é capaz de fazer uma gestão multicloud, dando gerência a todas as diferentes nuvens que o cliente usa em um único painel.

