Como os demais players do mercado de PABX, ex-Siemens Enterprise avisa que estará mais voltada ao ambiente de software.
A antiga Siemens Enterprise Networks – fabricante de soluções de telefonia para o ambiente corporativo e o segmento de call center – não só mudou de identidade como está renovando seu portifólio de soluções. Como os demais players do mercado, a companhia estará, a partir de agora, posicionada na oferta de software e soluções para comunicações unificadas e colaboração.
Siemens Enterprise Networks agora é ‘Unify’
Aos poucos o hardware para PABX dará espaço a um sistema de software compatível com qualquer plataforma de hardware (servidor) e poderá, inclusive, ser operado, inclusive, em cloud computing.
A unidade de Curitiba continua mantendo contato dispositivos de hardware, mas estará muito mais dedicada ao desenvolvimento de soluções de software. Sua primeira tarefa, aliás, é participar do desenvolvimento da nova plataforma de software da Unify, batizada de Projeto Ansible, em conjunta com outras equipes de desenvolvimento da companhia ao redor do mundo.
O cronograma de desenvolvimento da plataforma ainda terá três fases até a sua disponibilidade comercial: teste interno (que está acontecendo neste momento); os testes com grandes clientes, previstos para o próximo trimestre; o registro de pedidos, marcado para abril, e, finalmente, as primeiras entregas que devem acontecer em julho de 2014. “A primeira versão do Projeto Ansible será distribuída na nuvem. A atualização da plataforma de comunicação será imperceptível nesta fase, o que permite aos nossos usuários fazerem uma migração gradativa”, considerou Hamid Akhavan, CEO mundial da Unify.
Esta primeira fase atende à companhias de grande porte, maior base instalada da Unify no Mundo. “O setor de call center e contact centers será contemplado nos próximos releases”, explica Akhavan.
Como forma de convencer os clientes sobre sua inovação, ele participa esta semana da Futurecom 2013, conversando com clientes, parceiros e com a imprensa para explicar a mudança da marca.
“A consumerização é um fato no ambiente corporativo e, como consequência, ninguém mais quer ficar preço a apenas o que empresa oferece”, diz o executivo. Diante deste fato, ele explica a estratégia desenvolvida pela companhia: “temos a plataforma de colaboração mais aberta e mais fácil gerenciamento do mercado”.
No entanto, nem toda a solução está pronta para a comercialização. Ao contrário, Akhavan informa que boa dela está em um projeto de desenvolvimento global e colaborativo, que inclui equipe de Curitiba-PR, onde funcionava a fábrica de telefones da companhia.

