Comunicação Unificada

Novo presidente da Damovo dá visão de negócios à UC

Com grande experiência em TI e operadoras, Alberto Ferreira (foto) tem o desafio de ampliar os negócios da empresa no Brasil e consolidar a plataforma Damovo de Comunicação Unificada no mercado nacional.

Ao apresentar o novo da presidente da multinacional Damovo, Alberto Ferreira, a empresa demonstrou como foco principal às novas visões de soluções e integração, além do aumento em investimento na sua plataforma de UC.

A nova visão empresarial da Damovo deve se consolidar com a boa experiência em TI do novo executivo, que atuou em operadoras como a Vivo e a Intelig, além de ter presidido a SAP. Segundo o Chairman da multinacional, Arnaldo Curvello, com o novo executivo os projetos de integração e soluções terão um embasamento teórico ampliado, aliado ao sua extensa prática em grandes empresas e, com isso, entrar com força total no mercado de transferência de dados sobre IP. “A empresa era fraca na atuação com as operadoras. Com a contratação do Alberto, tensificaremos os negócios. Não vamos mudar, apenas aprimorar”, diz.

Quanto aos investimentos em novas soluções de integração, a Damovo Group desenvolveu um projeto de UC em serviços corporativo na Alemanha, o qual está em fase de implementação no Brasil. Por enquanto, a integradora está em testes com clientes que possuem uma rede própria de comunicação e não precisam mudar toda a sua infraestrutura. “Percebemos que o País adota as novas tecnologias com bastante velocidade. As experiências com nossos clientes darão uma visão real, para analisarmos se a região estará pronta para receber esses projetos e, assim, alavancarmos os negócios”, analisa Ferreira.

Segundo Ferreira, o investimento pesado em UC no mercado nacional se deve ao fato de que só no Brasil a Damovo possui 2.100 milhões de linhas instaladas, sendo que 600 mil são para clientes de PMEs, com capacidade de utilização de voz sobre IP. “Há um crescimento de clientes com VoIP. Hoje esse modelo de serviço representa 60% da nossa renda”, aponta. Outro ponto forte mostrado pelo empresário é a renda mundial obtida em 2008 (228 milhões de Euros), cujos 30% desse lucro é de origem brasileira (R$ 178,5 milhões).

No entanto, Ferreira afirma que a cultura no Brasil, em relação à tecnologia de comunicação IP, ainda é pouco aceita e que os empresários, principalmente das PMEs, são reticentes a esse modelo de tecnologia. “Eles precisam entender que o mercado necessita de VoIP para otimizar os serviços”, afirma.

O velho dilema da Banda Larga no Brasil

Mesmo com os altos índices nos investimentos em comunicação sobre IP, Ferreira enfatiza que o velho problema da estrutura de banda larga no Brasil emperra muitos negócios. Segundo ele, o País ainda se apresenta em um estágio de não amadurecimento e, como forma de resolução, as operadoras devem investir mais, com o objetivo de oferecer serviços confiáveis e de qualidade.

O presidente da Damovo também aponta que o aprimoramento da banda larga atenderá às necessidades de todos os modelos de empresas, principalmente àquelas que necessitam de tecnologia e informação para os seus serviços, como é o caso dos bancos. “No caso das instituições financeiras, posso dizer que existem vantagens substanciais para justificar a mudança do equipamento de comunicação para um capaz de trafegar Voz sobre IP. Mas, aí eu entro de novo no mesmo assunto: precisa ter banda larga que aguente?”, alfineta Ferreira.

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