O CPqD anunciou seu novo projeto, o BlockIoT – Blockchain para IoT, que pretende desenvolver soluções de identidade digital de pessoas e coisas baseadas em blockchain. O projeto tem como base o conceito de Internet of Trusted Things, que dá mais segurança, privacidade e confiabilidade aos processos de autenticação, controle de identidade e de rastreabilidade dos objetos, bem como à auditoria de transações realizadas no universo IoT.
Como o blockchain será afetado pela Lei de proteção de dados?
Na visão do CPqD, um dos fatores básicos para aumentar a confiança no ecossistema IoT é a identificação digital segura, e isso vale para pessoas e coisas. O instituto lembra que a Internet foi criada sem a camada de identificação, o que gera vulnerabilidades nos diferentes sistemas de identidade e acesso usados atualmente. O blockchain viabiliza a criação dessa camada, por meio de um conceito disruptivo e seguro que é a identidade digital descentralizada, ou autossoberana.
Na primeira fase do projeto, que começou em dezembro e tem duração de 12 meses, serão desenvolvidos componentes tecnológicos e um conjunto de aplicações voltadas para a identidade digital (ID) de pessoas e coisas. Na segunda etapa, com duração prevista em 24 meses, o objetivo é desenvolver outros componentes tecnológicos e aplicações de ID descentralizada, rastreabilidade e processos seguros de autenticação.
O projeto conta com o apoio de recursos do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (FUNTTEL), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Informações e Comunicações (MCTIC), gerenciados pela FINEP.
No momento, a equipe do CPqD está avaliando as várias plataformas de desenvolvimento disponíveis no mercado, que poderão ser utilizadas como framework do núcleo (core) da solução blockchain do projeto. A intenção é escolher uma ou mais plataformas de código aberto para desenvolver a rede distribuída.
Além disso, o CPqD também será responsável pelo desenvolvimento de componentes da camada de serviços da solução, como APIs, middleware de serviços e de suporte. E, ainda, pela criação de aplicações, principalmente de identidade digital de coisas e pessoas, em conjunto com parceiros que apoiem o desenvolvimento e possam contribuir para a identificação de restrições ou requisitos especiais.

