Segundo aponta o executivo da Ford Brasil, o Brasil precisa defenir seu posicionamento no mercado global de automóveis, como já fizeram Índia, China e Coréia.
Durante o Simpósio SAE Brasil de Novas Tecnologias Automotivas – O xeque-mate da competitividade, o diretor de Assuntos Governamentais da Ford Brasil, Rogelio Golfard, frisou que o Brasil precisa definir seu posicionamento no mercado global de automóveis, como fez a Índia ao escolher a produção de carros de abaixo custo como o Tata Nano. Ou como fizeram a China – que em 2006 investiu US$ 40 bilhões em pesquisa e desenvolvimento – e a Coréia – que já ocupa o ranking dos melhores veículos do mundo da reconhecida consultoria norte-americana JD Power.
O diretor de Planejamento e Estratégia de Produtos e Desenvolvimento de Negócios Mercado Externo da Fiat Automóveis, Carlos Eugênio Dutra, comentou que uma das direções é apostar no desenvolvimento de veículos compactos, de baixa cilindrada. "O motor de um litro não é aberração. É presente e pode ser futuro".
Já o gerente executivo de Motores EA111 e Ciclo Otto da Volkswagen Alemanha, Hermann Middendorf, proferiu a palestra: A tendência para o desenvolvimento de pequenos motores a gasolina, potentes e altamente eficientes, com a redução de emissão de CO2. O executivo comentou sobre os resultados obtidos pela empresa com a injeção direta e dual charging na produção em grande escala de motores como TSI e 1.4 litro e 125 kW. "Com etanol, a emissão de CO2 é até 30%", explica.
Para o diretor de Simpósio e Eventos da SAE Brasil, Robson Galvão, esses encontros ajudam a propagar o conhecimento tecnológico entre a comunidade de engenharia. São oportunidades para conhecer o pensamento e a opinião dos principais executivos da indústria da mobilidade, sobre as inovações e tendências tecnológicas, e também acerca do mercado e do papel do engenheiro brasileiro no cenário mundial.

