Pesquisa indica que as motivações dos hackers mudam continuamente em função da crescente presença de grupos de ‘hacktivistas’.
A HP divulga o seu “2011 Top Cyber Security Risks Report” (ou Relatório dos principais riscos de segurança cibernética de 2011, em português), que identifica uma crescente sofisticação e gravidade dos ataques cibernéticos que envolvem segurança, além de detalhar os riscos resultantes destas ações.
A pesquisa indica que as motivações dos hackers mudam continuamente em função da crescente presença de grupos de “hacktivistas”, tais como Anonymous e LulzSec, que realizam ataques altamente organizados como retaliação por irregularidades percebidas ou motivação ideológica. Além das mudanças na motivação dos ataques, avanços nas técnicas levaram a um aumento na taxa de “sucesso” das violações de segurança. Como resultado, as empresas e órgãos governamentais enfrentam novos desafios na avaliação, identificação e solução destas atividades.
Historicamente, o número de vulnerabilidades descobertas em um ano indicava o estado atual do setor de segurança e ajudava as organizações a priorizar suas formas de defesa. De acordo com o relatório, o volume de vulnerabilidades apenas não é mais um indicador válido no cenário de riscos de segurança. Embora a quantidade de novas vulnerabilidades informadas em aplicativos comerciais continue a diminuir, um grande número delas não é registrada e, portanto, não é divulgada para o setor de segurança global.
As mudanças no cenário de vulnerabilidades
A divulgação de novas vulnerabilidades em aplicativos comerciais vem diminuindo lentamente desde 2006, caindo quase 20% em 2011 com relação ao ano anterior. Entretanto, dados do relatório demonstram que essa diminuição não significa necessariamente uma redução dos riscos.
Essa queda é resultante de diversos fatores, incluindo o advento de um mercado privado para o compartilhamento de vulnerabilidades. Além disso, a proliferação de aplicativos de web construídos sob medida, como os sites de varejo, criaram um mercado para explorações de vulnerabilidades singulares que exige conhecimentos avançados para sua localização e solução.
As principais descobertas do relatório são:
• Embora os registros de vulnerabilidades tenham diminuído, os ataques mais do que dobraram conforme medidos pelos Sistemas de Prevenção de Intrusão da HP TippingPoint na segunda metade de 2011;
• Quase 24% das novas vulnerabilidades divulgadas em aplicativos comerciais em 2011 apresentam classificação de gravidade de 8 a 10. Essas vulnerabilidades podem resultar em uma execução remota de código, que é o tipo de ataque mais perigoso;
• Cerca de 36% de todas as vulnerabilidades são em aplicativos da web comerciais;
• Aproximadamente 86% dos aplicativos da web são vulneráveis a ataques de injeção, que são os ataques em que hackers acessam bancos de dados internos por meio de um site da Internet;
• Em função da alta taxa de sucesso, os kits de ferramentas de exploração da web continuaram populares em 2011. Essa estrutura de ataques “prontos” são comercializados ou vendidos online, permitindo que hackers acessem sistemas de TI e roubem dados importantes. Por exemplo, o Blackhole Exploit Kit é usado pela maioria dos criminosos cibernéticos e alcançou uma taxa de infecção excepcionalmente alta de mais de 80% no final de novembro de 2011.

