Estudo mostra que hackers voltam suas atenções para ataques disseminados em apps de mensagem, mais fáceis de produzir e com disseminação mais rápida.
Dados do Relatório de Segurança Digital, produzido pelo DFNDR Lab, laboratório da PSafe especializado em cibercrime, identificaram mais de 44 milhões de ameaças disseminadas via app de mensagens instantâneas entre outubro e dezembro de 2017. O resultado é 107% superior em relação ao trimestre anterior, quando foram registrados 21 milhões de golpes.
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De acordo com os especialistas do laboratório, o aumento na disseminação de links maliciosos é motivado pela maior facilidade de sucesso no ataque quando comparado com os malwares, que são mais complexos de serem desenvolvidos e têm menor potencial de viralização. Os dados apontam que os links maliciosos foram 17 vezes mais usados em golpes que os malwares durante o quarto trimestre do ano passado (veja tabela abaixo).
| Tipo de link malicioso | % do total |
| Phishing via aplicativo de mensagem | 67,3 |
| Publicidade suspeita | 9,8 |
| Phishing bancário | 6,9 |
| Phishing de serviços falsos | 4,2 |
| Notícias falsas / golpe do SMS pago | 4 |
A percepção é que os cibercriminosos colocaram o WhatsApp como a principal ferramenta para aplicar golpes, visto que duas em cada três ameaças utilizaram o canal para infecção. Além disso, os hackers estão aprimorando suas estratégias, criando sites e ações com visual cada vez mais verossímeis para atingir maior quantidade de compartilhamento em menor tempo. Para isso, apostam em golpes sedutores, como promoções de marcas famosas ou assuntos de interesse público, como o pagamento do IPVA.
Por outro lado, a boa notícia para o cenário da cibersegurança brasileira é que, apesar do aumento de golpes disseminados via aplicativos de mensagens, houve redução de 1,8% nas detecções totais de ameaças. A queda ocorre devido ao aumento do investimento em segurança feito pelas empresas e a crescente conscientização da população sobre os riscos online, dizem os especialistas.

