Dados da 6ª edição da pesquisa “Perfil do E-Commerce Brasileiro”, produzida pela BigData Corp. a pedido do PayPal Brasil, mostra crescimento de 40,7% do número de sites e-commerce. São 1,3 milhão de sites do tipo no País, sem contar com as lojas em marketplaces, o que representa 8,48% da Internet brasileira. O índice foi impactado pela quarentena forçada pela pandemia de covid-19, que forçou brasileiros a encontrarem novas formas de obter renda.
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Segundo Thoran Rodrigues, CEO e fundador da BigData Corp, era esperado um crescimento no número de e-commerces de cerca de 10% em 2020. “Situação econômica ruim leva mais pessoas a empreender e e-commerce é uma oportunidade, pois seu custo inicial é muito baixo”, explicou, durante apresentação online realizada hoje (26/8).
Sobre a perspectiva de que esse aumento seja somente uma resposta à pandemia, Rodrigues aponta que enxerga dois tipos de empreendedores. “O primeiro é quem não teve opção e precisou se virar e, quando arranjar um emprego, vai abandonar a loja online. Para outras empresas, no entanto, faz muito sentido manter o site, como restaurantes que passaram a fazer delivery pela Internet”, afirmou.
O executivo também apontou que houve maior adesão a plataformas fechadas para implementação de e-commerce, com 63,41% dos lojistas preferindo essa opção, que pode ser até gratuita. “Isso indica profissionalismo porque, no passado, era comum que o empreendedor criasse seu site e-commerce a partir de HTML”, explica. Além disso, mais da metade (55,68%) dos sites de vendas passaram a utilizar carteiras virtuais, “que trazem mais flexibilidade”.

(Gráfico cedido por BigData Corp.)
As mídias sociais já são adotadas por 68,63% das lojas online, com o YouTube crescendo em importância: ele está presente em 39,87% das estratégias de marketing, aumentando sua participação em 7,65 pontos percentuais em relação a 2019. A plataforma fica atrás apenas do Facebook, presente em 54,18% dos comércios eletrônicos do País.

(Gráfico cedido por BigData Corp.)
Já o uso de analytics diminuiu para menos da metade (48,55%) em 2020. De acordo com Rodrigues, as ferramentas gratuitas de implementação de e-commerce não se integram automaticamente com soluções de analytics, como o Google Analytics, ou oferecem sua própria ferramenta de análise de dados, que não gera interesse no empreendedor.
Ainda segundo a pesquisa, 92% do e-commerce não possui loja física e 12% tem aplicativo de vendas, enquanto 5,73% das lojas também estão presentes em algum marketplace, como o Mercado Livre ou Magazine Luiza – 78% deles está presente em mais de um. Desta forma, 52% dos e-commerces não geram empregos.
A série Perfil do E-Commerce Brasileiro usa o processo de captura de dados da internet da BigData Corp., o qual prevê o processamento de mais de 10 petabytes semanalmente, extraídos de visitas a mais de 28 milhões de sites brasileiros, dos quais são obtidos informações estruturadas e seus links. Os dados apresentados foram colhidos na primeira semana de agosto de 2020.
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