Wireless

O Brasil quer ser 3G

Antes mesmo de serem abertas as cortinas do Futurecom 2008, maior evento do segmento de tecnologia para as comunicações da América Latina, uma discussão sobre a banda larga móvel 3G aqueceu os ânimos do setor em São Paulo. Segundo dados de órgãos nacionais e internacionais, dominará o acesso à web nos próximos três anos.

Cerca de 40 pessoas acompanharam o seminário que antecedeu a abertura da Futurecom 2008, aberto por Ricardo Tavares, vice-presidente de Políticas Públicas do GSMA. Ele apresentou dados que mostram a grande aceitação do consumidor brasileiro diante das novas tecnologias mobile. "Até o final do ano, no mundo todo, serão 4,5 bilhões de aparelhos celulares, com penetração na sociedade de 80%, aproximadamente. No Brasil, a penetração é a mesma", disse.

Tavares credita muito desses números a nossa indústria de telefonia celular, em especial, as operadoras móveis. "Nossa indústria está sempre nos surpreendendo com a constante movimentação e investimentos. Quando pensamos que a coisa vai estagnar, ela avança", ressaltou ao acrescentar que "o segredo dessa indústria é a economia de escala.

Sobre a base HSPA (High Speed Packet Access), Tavares deu dois exemplos onde a tecnologia é tão bem aceita que domina até mesmo redes mais tradicionais. "A Indonésia é o único país no mundo em que o HSPA é maior até mesmo que conexões via cabo ou ADSL. Na Austrália, a Telstra conseguiu implementar HSPA no território todo, até com serviços corporativos, mesmo nas regiões mais afastadas", explicou.

O Brasil possui cerca de 500 mil usuários HSPA, a metade da base instalada em toda a América Latina. "O HSPA pode fazer para os dados, o que a telefonia fez para a voz", completou Tavares, apostando no crescimento da demanda dessa tecnologia no Brasil, tendo em vista os menos de 12 meses de operação da tecnologia no País.

Fiamma Orlando Zarife, diretora de Serviços de Valor Agregado da Claro, aprensentou no case de sua empresa dados que comprovam que a conectividade 3G no Brasil já é uma realidade. "Houve um incremento de quatro vezes mais acessos à internet desde a entrada de nosso 3G no País", apontou a executiva. Segundo ela, a Claro teve aumento de receita de 57,8% nos serviços de valor agregado, desde então. "Também houve um significativo aumento do ARPU, justamente em virtude do 3G", finalizou.

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