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O e-mail completa 50 anos, como mantê-lo seguro?

*Por Carlos Cortizo

Mesmo antes do primeiro e-mail de computador a computador ou em rede ser enviado, o conceito de correio eletrônico já estava sendo desenvolvido. Nenhuma tecnologia aparece magicamente no mundo. Para o e-mail, essa pré-história veio na forma de dois indivíduos, Noel Morris e Tom Van Vleck, que trabalhavam em um programa que permitia a comunicação entre usuários de computadores centrais, destinado ao Compatible Time-Sharing System (CTSS) do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

 

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O departamento de operações do CTSS usava esse sistema para informar aos usuários que as solicitações de recuperação de arquivos haviam sido concluídas. Simultaneamente, vários outros sistemas governamentais e corporativos estavam evoluindo em caminhos paralelos, como o sistema operacional Q32 SDS 940 do SDC, o sistema AUTODN do exército dos EUA e o CP/CMS da IBM. Com o tempo, todos esses projetos levariam à introdução do e-mail no início dos anos 70.

Então, em 1971, Ray Tomlinson, um programador que trabalhava para o Departamento de Defesa dos Estados Unidos, desenvolveu um software para comunicação pela ARPANET, uma rede governamental que permitia que os computadores acessassem recursos de computação centralizados. Tomlinson conseguiu enviar uma mensagem – provavelmente algo como “QWERTYUIOP” – de um computador para outro. Tomlinson também introduziu o símbolo “@” para uso em e-mail. Foi uma ocasião marcante na história das mensagens eletrônicas.

Avançando para 2004, quando o Google lançou a primeira iteração do agora onipresente Gmail, ou a 2011, quando a Microsoft lançou seu produto Office 365, encontramos soluções nativas da nuvem, que revolucionaram a forma como as organizações fazem negócios. E a inovação continua, tendo como base a transformação digital conduzida pelo e-mail. Hoje, existem mais de 5 bilhões de caixas de e-mail em uso. Usamos o e-mail para atender a uma infinidade de propósitos e, sem ele, nossas vidas não teriam a mesma produtividade.

A ascensão das ameaças cibernéticas por e-mail

O e-mail é uma importante ferramenta de comunicação, colaboração e produtividade. Estima-se que 320 bilhões de e-mails são enviados diariamente no mundo. Infelizmente, o e-mail também é o principal vetor de ameaça usado por criminosos. Na verdade, de acordo com um relatório da Verizon sobre investigações de brechas de dados de 2021, o índice de e-mails maliciosos que utilizam o phishing em violações bem-sucedidas saltou de 25% para 36% em um ano. O uso de ransomware dobrou no período e agora representa 10% das violações. Entre as táticas de extorsão incorporadas está a de exfiltrar dados confidenciais antes de criptografar arquivos dentro do ambiente da vítima para aumentar a pressão.

As credenciais de login conseguidas por meio de e-mails maliciosos são utilizadas como uma maneira relativamente fácil de invadir o ambiente de uma organização, usando o acesso privilegiado de um usuário legítimo. De acordo com a Verizon, aproximadamente 58% das invasões são feitas por meio de credenciais legítimas. Tecnologias mais sofisticadas, como IA e aprendizado de máquina, são também ferramentas cada vez mais utilizadas pelos criminosos.

Abordagem integrada de segurança de e-mail

A combinação de todos esses desenvolvimentos significa que a segurança de e-mail deve ir além e incorporar uma plataforma habilitada para compartilhar indicadores de comprometimento (IoCs) em toda a infraestrutura, ao mesmo tempo em que automatiza fluxos de trabalho, incluindo resposta a incidentes, para aliviar a carga das equipes de operações de segurança.

A implementação de uma proteção avançada para correios eletrônicos permite que as organizações protejam seus valiosos dados, funcionários e produtividade contra todo o espectro de ameaças baseadas nessa ferramenta, que continua sendo fundamental para a transformação digital. Embora o e-mail já tenha 50 anos, ele permanece jovem quando visto pelas lentes da história das comunicações. Olhando para o futuro, as organizações devem garantir a proteção dessas comunicações para garantir a segurança e a privacidade dos dados por muitos anos. *Carlos Cortizo, gerente Sênior de Engenharia da Fortinet Brasil

Este artigo é de total responsabilidade do autor, não representando, necessariamente, a opinião do Portal IPNews.

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